Segunda-feira, 8 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Saúde

Perda auditiva não tratada pode levar ao isolamento e à depressão



Perceber e aceitar a perda auditiva não é uma atitude fácil. Seja jovem, adulto ou idoso, a constatação de que já não se ouve bem é sempre ruim. Por isso, é preciso derrubar as barreiras contra o preconceito que os próprios deficientes auditivos têm a respeito do uso de aparelhos auditivos. É comum encontrarmos nas ruas pessoas usando óculos, sem problema algum quanto à deficiência visual. No entanto, apenas 40% das pessoas com perda auditiva reconhecem que ouvem mal. A falta de informação quanto à modernidade das próteses auditivas atuais faz com que a maioria demore, em média, seis anos para tomar uma providência.

“Não há demérito algum em usar aparelho auditivo. Atualmente, existem diversos tipos de aparelhos, com tecnologia digital, pequenos e quase imperceptíveis, que não ofendem a vaidade de quem os usa. Alguns ficam até mesmo invisíveis, pois são colocados dentro do canal auditivo. Por que então não fazer uso dessa tecnologia para ouvir melhor, sentindo-se mais confiante para conversar com familiares, amigos e colegas de trabalho? O uso do aparelho contribui para melhorar a autoestima e a qualidade de vida”, afirma a fonoaudióloga Isabela Carvalho, da Telex Soluções Auditivas.

O que geralmente as pessoas não percebem é que a perda auditiva prejudica também o aspecto psicológico e social. A privação sensorial causada pela perda auditiva gera um isolamento social devastador, além da diminuição significativa das atividades cerebrais, comprometendo a atenção, o entendimento de fala, a memória e ainda facilitando o aparecimento das demências.

“A família é fundamental no processo de aceitação da perda auditiva e na recuperação, no resgate dos sons, pois o deficiente auditivo que não usa próteses passa a se isolar, primeiramente, da vida social e, depois, dos familiares. Alguns dos sintomas mais comuns na surdez são irritabilidade e agressividade”, destaca a fonoaudióloga.

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (EUA) constataram na prática essa triste realidade. Estudo realizado com idosos confirmaram que há uma correlação entre perda de audição não tratada e problemas de saúde física, emocional e mental na terceira idade. Os resultados mostraram que, dos idosos que tinham perda auditiva não tratada, 32% haviam sido hospitalizados e 36% deles tinham uma probabilidade maior de sofrer danos e doenças nos dez anos seguintes. Eles também eram 57% mais suscetíveis a sofrer estresse profundo, depressão ou mau humor.

À medida em que você envelhece, as células ciliadas da orelha interna começam a morrer, mas há pessoas que perdem a audição mais cedo e mais rápido do que outras. Muitos começam a sentir dificuldades para ouvir quando estão na faixa etária dos 30 a 40 anos; e pesquisas revelam que quase a metade da população deficiente auditiva ainda é economicamente ativa.

“Quando a indicação é o uso de aparelho auditivo, alguns se sentem punidos por isso. Infelizmente, muitas vezes, quando a pessoa procura tratamento, o caso já ficou mais grave. Com o decorrer dos anos, a deficiência atinge um estágio mais avançado. Nos idosos, a perda auditiva ocorre, na maioria das vezes, em razão de mudanças degenerativas naturais do envelhecimento, chamada de presbiacusia”, explica Isabela Carvalho.

Ao sentir alguma dificuldade para ouvir, o melhor é procurar um médico otorrinolaringologista para avaliar a causa, o tipo e o grau da perda auditiva. A partir do resultado dos testes, como o de audiometria, será indicado o tratamento mais adequado. O uso do aparelho auditivo é o suporte necessário nesses casos.

“Ouvir uma música, acompanhar as novelas, o noticiário na TV, conversar com amigos e parentes, tudo isso é muito importante para o idoso se sentir estimulado para a vida. O uso do aparelho não só ajuda a restaurar a audição como devolve a alegria de viver. A qualidade de vida dá um salto. Por isso, os familiares devem dar o primeiro passo, ajudando os mais velhos a procurar logo uma ajuda médica”, conclui a fonoaudióloga da Telex.


Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada
[email protected]


 

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 8 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Saúde de Porto Velho vive nova realidade após ações de Léo Moraes

Saúde de Porto Velho vive nova realidade após ações de Léo Moraes

Há pouco mais de um ano, a saúde pública municipal de Porto Velho foi classificada pelo Ministério da Saúde como estando em situação crítica após um

Ação estratégica garante reposição de estoques e fortalece assistência hospitalar em Rondônia

Ação estratégica garante reposição de estoques e fortalece assistência hospitalar em Rondônia

Com o objetivo de garantir assistência adequada e fortalecer o abastecimento de medicamentos e insumos hospitalares, o governo de Rondônia realiza d

Decisão do TCE-RO exige ação imediata para proteger pacientes diante da falta de insumos na rede estadual de saúde

Decisão do TCE-RO exige ação imediata para proteger pacientes diante da falta de insumos na rede estadual de saúde

Pacientes atendidos na rede estadual de saúde de Rondônia podem ter a segurança e a continuidade da assistência comprometidas em razão da insuficiên

Projeto Embaúba leva saúde, ciência e cidadania à comunidade em mais uma edição no Espaço Alternativo

Projeto Embaúba leva saúde, ciência e cidadania à comunidade em mais uma edição no Espaço Alternativo

O Projeto Embaúba realizou mais uma edição de sucesso no último sábado, reunindo acadêmicos, professores e a comunidade em uma grande ação de extens

Gente de Opinião Segunda-feira, 8 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)