Domingo, 18 de setembro de 2011 - 15h38
Carolina Pimentel
Agência Brasil
Brasília – Portadores de mieloma múltiplo, tipo de câncer de medula óssea, cobram da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a liberação da entrada do medicamento lenalidomida no país. A Fundação Internacional de Mieloma da América Latina (IMF, em inglês), entidade que representa os doentes em 108 países, entregou à agência reguladora abaixo-assinado com 22 mil assinaturas de pacientes e parentes que reivindicam o registro imediato do remédio no Brasil.
A lenalidomida é indicada para os pacientes que já não respondem aos remédios usuais ou abandonam o tratamento por causa dos efeitos colaterais provocados pela talidomida, entre eles, formigamento nas mãos e nos pés, informou a presidenta da IMF na América Latina, Christine Battistini. A lenalidomida integra o mesmo grupo da talidomida.
“Sabemos que não é para todo paciente, mas muitos precisam. Esperamos que haja bom senso da Anvisa”, disse Christine Battistini, acrescentando que existe comprovação da eficácia da lenalidomida que provoca menos incômodo ao paciente. Segundo a organização, o remédio já é aprovado em mais de 70 países, como os Estados Unidos, o Canadá e a Europa.
De acordo com a presidenta, não há dados exatos sobre o número de pessoas que sofrem da doença no país e quantos necessitam da lenalidomida. Estima-se que 50 a 60 mil pacientes estão em tratamento. A cada ano, surgem 15 a 17 mil novos casos no Brasil.
A Anvisa informou que três áreas técnicas diferentes já negaram o registro do medicamento por não considera-lo seguro nem eficaz para o paciente. No Brasil, um grupo de dez pessoas testa a medicação, quatro apresentaram resultado positivo. O processo de registro continua em tramitação na Vigilância Sanitária, mas sem prazo para conclusão.
O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que afeta as células plasmáticas, encontradas na medula óssea. Os sintomas frequentes são dores nos ossos, anemia, problemas renais e fraturas patológicas, além de constantes infecções.
Sexta-feira, 2 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Diretoria do Ipam tranquiliza prestadores de serviços médico-hospitalares
A diretoria do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Porto Velho (Ipam), reuniu-se com a diretoria do Sindicato dos Es

Porto Velho: UBS fecham no Ano-Novo; UPAs e policlínicas seguem abertas
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informa que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Porto Velho estarão fechadas nos dias 31 de dezembro e 1º d

ASSDACO encerra 2025 com recorde de ações preventivas contra o câncer no interior de Rondônia
O ano de 2025 marcou um avanço significativo na prevenção ao câncer em Rondônia, especialmente no interior do estado. Com sede em Cacoal, a Associaç

O auditório do Teatro Banzeiros ficou lotado nesta terça-feira (16) para presenciar um marco histórico para a saúde pública de Porto Velho: a solenida
Sexta-feira, 2 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)