Segunda-feira, 20 de junho de 2011 - 10h03
Rio de Janeiro, Junho de 2011 - Muita gente desconhece, mas os tradicionais termômetros de mercúrio utilizados para medir a temperatura podem trazer danos à saúde. Esse risco existe quando o aparelho se quebra e libera a substância. O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde, ANVISA e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, acaba de trocar todos os seus termômetros por outros modelos com tecnologia substitutiva: os digitais.
De acordo com o chefe de Gerência de Resíduos de Saúde do Into, Robson Monteiro, a ação é muito mais do que uma simples troca, é prevenção para os funcionários, colaboradores, pacientes e meio ambiente. A maioria das lesões produzidas pelo mercúrio é irreversível e incurável. “Além disso, a iniciativa vai trazer uma economia que gira em torno de 40% para a instituição. Os termômetros digitais funcionam com baterias. Em dois anos, o investimento na nova tecnologia é recuperado e a saúde de todos preservada”, descreve Robson. E lembra: o pedido para substituição dos aparelhos de pressão de coluna de mercúrio já está em andamento.
Embora aparentemente inofensivo, o mercúrio quando cai em uma superfície não se espalha linearmente, como a maioria dos líquidos, mas forma bolinhas que rolam e se unem em esferas maiores. Por este motivo atrai crianças e até adultos, que se encantam em brincar, desconhecendo os riscos à saúde. De acordo com Germana Bahr, chefe da Divisão das Unidades de Produção de Apoio Diagnóstico e Terapêutico do Into, existem alguns procedimentos de urgência em caso da quebra do termômetro em casa, por exemplo. “É importante irpara um local aberto para respirar ar puro. Se cair na roupa, sugerimos que a peça seja retirada na hora e lavada separadamente. Se encostar na pele, tem que lavar com água e sabão. A substituição do aparelho pelo digital também é ótima opção”, aconselha.
O neurotóxico penetra com facilidade em frestas e reentrâncias de diversos pisos de materiais como madeira, cimento, cerâmica e outros. Em sua forma metálica (líquida) evapora-se facilmente, mesmo em temperaturas baixas e penetra no organismo através da respiração.
Dos pulmões é transportado pela corrente sanguínea depositando-se em diversos órgãos causando lesões variadas. Os quadros patológicos decorrentes da contaminação variam desde intoxicações leves até extremamente graves culminando com a morte ou seqüelas. Por esta razão, qualquer possibilidade de exposição a este agente tão nocivo deve ser eliminada. A persistência da intoxicação pode levar à lesão cerebral difusa, com embotamento intelectual, pensamentos lentos, confusos e pobres em conteúdo. A progressão da doença caminha para a demência orgânica irreversível.
Fonte: Elaine Dias e Cristiane Carvalho
elaine.dias@fsb.com.br
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