Terça-feira, 7 de fevereiro de 2023 - 17h29

Pneumonia,
infecções virais, malária e desnutrição estão entre as principais causas de
atendimento hospitalar de povos indígenas no Hospital Bom Pastor. Localizado em
Guajará-Mirim, Rondônia, na fronteira com a Bolívia, a unidade atua como
referência para 54 aldeias da região, das quais cerca de 90% só é acessível por
meio fluvial.
Distante dos centros urbanos, a unidade própria da Pró-Saúde,
atende uma população de mais de cinco mil indígenas, com realização de
consultas, exames, cirurgias, partos e internações. Em 2022, quase 25% das
internações realizadas foram de pacientes indígenas, principalmente para
tratamentos clínicos, obstétricos, ginecológicos, pediátricos além de partos.
O índice permite traçar as características mais relevantes das
necessidades deste público. “Na pediatria, a maioria dos pacientes busca
assistência para problemas gastrointestinais, respiratórios, desnutrição e
para tratar picadas de animais peçonhentos”, conta Geraldo Elvio, diretor
Hospitalar.
Em relação à clínica-geral para adultos, a maioria busca auxílio
em decorrência de problemas respiratórios, como pneumonia e bronquiolite,
diarreicos, infecções virais e do trato urinário, além de malária. “Há também
muitos casos de desnutrição, principalmente em pacientes idosos. São problemas
diretamente relacionados com os hábitos de vida nas aldeias e dentro da
floresta”, explica Juan Carlos Boado, diretor Técnico.
A unidade também atua como a única maternidade do município,
assim, todas as gestantes são diretamente encaminhadas ao Bom Pastor, inclusive
as indígenas. No ano passado, dos 786 partos realizados, 159 foram de pacientes
indígenas.
Respeito à cultura
No mês em que é celebrado o Dia Nacional de Luta dos Povos
Indígenas (7/2), o Hospital Bom Pastor ressalta a relevância de incorporar o
entendimento e o respeito à cultura indígena na assistência humanizada,
fortalecendo o vínculo com seus pacientes e a comunidade.
Entre as ações desenvolvidas no hospital, ganham destaque a
presença de três técnicos em enfermagem indígenas, com fluência no dialeto para
facilitar a comunicação, serviço de nutrição voltado aos hábitos alimentares
indígenas, e horta medicinal, para atender a cultura das aldeias com tratamento
fitoterápico.
A unidade também conta com outras adaptações especialmente para
acolhimento dos povos originários, como instalação de redes nas enfermarias,
horário livre para visita e a permissão para mais de um acompanhante, quando
liberado pelo médico e enfermeiros.
“Podemos destacar ainda o ambiente com uma oca indígena,
construída para humanizar o atendimento dos pacientes e visitantes, buscando
trazer para dentro do hospital um local próximo do vivido nas aldeias”,
complementa Geraldo. “Eles conhecem nosso trabalho, se sentem acolhidos e
seguros em nos procurar”, ressalta o gestor.
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