Quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 - 13h05
Renata Giraldi
Agência Brasil
Brasília – A suspeita de epidemia da influenza A (H1N1) - gripe suína - no Equador foi descartada hoje (6) pelo ministro da Saúde equatoriano, David Chiriboga. A possibilidade surgiu depois da confirmação de 35 casos apenas em dezembro na região das cidades de Quito e Ibarra.
O risco de a doença se estender até o Brasil também foi afastado pelo Ministério da Saúde brasileiro. No Brasil, o aumento de casos de doenças respiratórias em geral ocorre entre maio e outubro.
Essa tendência varia de acordo com a região - no Norte é frequente o surgimento de problemas respiratórios em janeiro, enquanto no Sul e Sudeste os casos se concentram de junho a agosto. De acordo com assessores, a vacinação de 90 milhões de pessoas em 2010 no país mostra a eficiência da vacinação no controle da doença.
Por orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde mantém uma espécie de monitoramento nos estados e municípios na tentativa de controlar a contaminação da doença.
No Brasil, a contaminação é maior durante o inverno, segundo especialistas. A influenza A (H1N1) é uma doença respiratória contagiosa causada por um novo subtipo de vírus da gripe. Em 2009, no Brasil, a maior parte das contaminações ocorreu por meio de tosse, de espirros e de contato direto com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
Em 2009, houve 46 mil casos graves confirmados para H1N1 e 2.051 mortes. No ano passado, os números caíram, segundo dados registrados até setembro, sendo 773 casos graves com internação e 99 mortes. A assessoria do Ministério da Saúde informou que a maioria das mortes foi registrada antes da campanha de vacinação.
Para prevenir a doença, as orientações são manter os hábitos de higiene - como lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis ao tossir e espirrar. A atenção deve ser redobrada em relação às crianças, às gestantes, aos portadores de doenças crônicas e aos idosos.
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