Segunda-feira, 11 de maio de 2026 - 16h10

A iniciativa ganha ainda mais relevância no dia 19
de maio, considerado o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal, quando
entidades médicas, profissionais de saúde e instituições reforçam a importância
do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo.
Apesar de ainda pouco conhecidas por parte da
população, essas condições afetam milhares de brasileiros e podem impactar
significativamente a qualidade de vida.
Informar sobre sintomas, formas de diagnóstico e
possibilidades de tratamento é essencial para reduzir atrasos no cuidado e
melhorar o prognóstico dos pacientes.
Quais são as doenças
As doenças inflamatórias intestinais são condições
crônicas que afetam o trato gastrointestinal, causando inflamações recorrentes.
Embora tenham características distintas, compartilham sintomas semelhantes e
exigem acompanhamento médico constante.
Doença de crohn
A doença de Crohn pode atingir qualquer parte do
sistema digestivo, desde a boca até o ânus. Sua principal característica é a
inflamação profunda da parede intestinal, que pode ocorrer de forma segmentada,
afetando diferentes áreas ao longo do trato digestivo.
Essa condição costuma apresentar períodos de crise
e remissão, o que torna o acompanhamento contínuo fundamental. Entre os fatores
associados estão predisposição genética, alterações no sistema imunológico e
influências ambientais.
Retocolite ulcerativa
A retocolite ulcerativa, por sua vez, afeta
principalmente o intestino grosso (cólon) e o reto. A inflamação ocorre de
forma contínua e superficial, atingindo a mucosa intestinal.
Assim como na doença de Crohn, o curso da doença
pode variar, com fases de atividade intensa e períodos de melhora. O
diagnóstico correto é essencial para definir a melhor estratégia de tratamento
e controle dos sintomas.
Sintomas
Identificar os sinais dessas doenças pode ser
desafiador, já que muitos sintomas são confundidos com problemas
gastrointestinais comuns. Por isso, a atenção a alterações persistentes é
fundamental.
Sintomas da doença de crohn
Os sintomas da doença de Crohn podem variar
conforme a área afetada, mas geralmente incluem dor abdominal, diarreia
crônica, perda de peso e fadiga. Em alguns casos, podem surgir complicações
como fissuras anais e febre.
A intensidade dos sintomas também pode oscilar, o
que muitas vezes leva à demora no diagnóstico, já que os sinais podem ser
atribuídos a outras condições menos graves.
Sintomas retocolite ulcerativa
Na retocolite ulcerativa, os sintomas mais comuns
incluem diarreia com presença de sangue ou muco, dor abdominal e urgência para
evacuar. Em quadros mais avançados, pode haver anemia e perda de peso.
Assim como na doença de Crohn, a evolução da doença
pode ocorrer em ciclos, reforçando a importância de acompanhamento médico
regular.
Tratamentos
Embora ainda não exista cura definitiva para as
doenças inflamatórias intestinais, há diversas formas de tratamento que ajudam
a controlar a inflamação e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Tratamento para doença de crohn
O tratamento da doença de Crohn envolve o uso de
medicamentos anti-inflamatórios, imunossupressores e, em alguns casos, terapias
biológicas. O objetivo é reduzir a inflamação, controlar os sintomas e prevenir
complicações.
Em situações específicas, pode ser necessária
intervenção cirúrgica para tratar áreas comprometidas do intestino. A escolha
do tratamento depende da gravidade do quadro e da resposta individual do
paciente.
Tratamento para retocolite
ulcerativa
No caso da retocolite ulcerativa, o tratamento
também inclui medicamentos para controle da inflamação e manutenção da
remissão. Em quadros mais graves, pode ser indicada cirurgia para remoção do
cólon.
Além da medicação, mudanças na alimentação e no
estilo de vida podem contribuir para o controle dos sintomas, sempre com
orientação profissional.
Exames
O diagnóstico das doenças inflamatórias intestinais
pode ser complexo, pois os sintomas se confundem com outras condições. Por
isso, a realização de exames é fundamental para identificar a doença
corretamente e iniciar o tratamento adequado.
Exame físico, hemograma, exame
fecal
A investigação inicial geralmente inclui avaliação
clínica detalhada, exames de sangue e análises de fezes. Esses exames ajudam a
identificar sinais de inflamação, infecção e possíveis alterações no organismo.
Embora importantes, eles não são suficientes para
confirmar o diagnóstico, sendo necessários exames complementares mais
específicos.
Exames de imagem e procedimentos
diagnósticos
Procedimentos como colonoscopia e endoscopia são
essenciais para visualizar diretamente o interior do trato digestivo e
identificar áreas inflamadas. Esses exames permitem a coleta de biópsias,
fundamentais para o diagnóstico preciso.
Entre os exames de imagem, a tomografia
computadorizada também desempenha papel importante, especialmente na avaliação
de complicações e extensão da doença. Com os avanços tecnológicos, esses exames
passaram a ser analisados de forma mais ágil e integrada, inclusive por meio de
soluções digitais que ampliam o acesso a especialistas.
Nesse contexto, manter os exames em dia é uma das
principais estratégias para garantir qualidade de vida.
O acompanhamento contínuo permite ajustes no
tratamento e evita o agravamento do quadro. Tecnologias como a telerradiologia
têm contribuído para esse processo, facilitando a análise de exames de imagem
por profissionais qualificados, mesmo em regiões com menor acesso a
especialistas.
O Maio Roxo reforça a importância da informação e
do cuidado contínuo com a saúde intestinal. Doenças como Crohn e retocolite
ulcerativa exigem atenção, diagnóstico precoce e acompanhamento regular para
que o paciente possa manter qualidade de vida.
Mais do que tratar sintomas, o foco deve estar na
prevenção de complicações e na construção de uma rotina de cuidados.
Nesse cenário, manter exames atualizados e contar
com o suporte de tecnologias que ampliam o acesso ao diagnóstico são passos
fundamentais para um cuidado mais eficiente e seguro.
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