Quinta-feira, 7 de maio de 2026 - 14h25

A Agência Estadual de
Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) conduziu a investigação
epidemiológica de um caso raro registrado em Rondônia, envolvendo o óbito de
uma criança de nove anos, ocorrido no dia 3 de abril, no Hospital Regional de
Cacoal. A paciente era residente no município de Machadinho d’Oeste e, o
diagnóstico foi confirmado no dia 10 de abril, após análise laboratorial que
identificou o agente causador como Naegleria fowleri (ameba microscópica de
vida livre).
A
partir das narinas, a ameba migra pelo nervo olfatório até o cérebro, onde
provoca destruição do tecido cerebral e inflamação, resultando na
meningoencefalite amebiana primária (MAP). A investigação foi conduzida de
forma integrada entre estado e município, por meio da Secretaria Municipal de
Saúde (Semusa) de Machadinho d’Oeste, com envio de amostras ao Laboratório
Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen/RO) e análise confirmatória pelo
Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo. A ação contou com atuação direta da
Gerência Técnica de Vigilância Epidemiológica da Agevisa/RO, responsável pelo
levantamento epidemiológico, análise do possível local de exposição e orientação
técnica às equipes de saúde dos municípios envolvidos.
O
governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou que “o estado mantém estrutura
preparada para responder a eventos de saúde pública, garantindo investigação
criteriosa e transparência nas informações.”
De
acordo com o diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, a
infecção por Naegleria fowleri é extremamente rara e ocorre exclusivamente
quando água contaminada entra pelas vias nasais, geralmente durante atividades
em água doce não tratada. “A doença não é transmitida pela ingestão de água
contaminada, nem de pessoa para pessoa. A infecção ocorre apenas pela entrada
da água pelo nariz”, reforçou.

A
orientação é adotar medidas preventivas, como evitar o contato de água não
tratada nas narinas
A chefe do Núcleo de Doenças Imunopreveníveis e de
Transmissão Hídrica e Alimentar da Agevisa/RO, Surlange Ramalhães, que
acompanhou a investigação do caso, orienta a população a adotar medidas
preventivas, como evitar o contato de água não tratada nas narinas,
especialmente durante mergulhos ou submersões em rios, lagos e açudes,
principalmente em locais sem tratamento adequado. Também é recomendado o uso de
água tratada ou fervida para higiene nasal e atenção à qualidade da água utilizada
em atividades domésticas, como lavagem de objetos ou utensílios que possam ter
contato com as vias respiratórias.
SINTOMAS
Os sintomas iniciais da infecção incluem dor de
cabeça, febre, náuseas e vômitos, podendo evoluir rapidamente para quadros
graves. Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente atendimento
médico para avaliação. Importante reforçar que o risco de contrair a
meningoencefalite amebiana primária causada por Naegleria fowleri é
extremamente baixo, mesmo em áreas onde a ameba está presente.
A Agevisa/RO segue monitorando o caso e reforçando
as ações de vigilância em saúde, com orientação aos profissionais e
acompanhamento epidemiológico. A atuação integrada com municípios e
instituições laboratoriais garante resposta rápida e qualificada, contribuindo
para a proteção da população.
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