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Saúde

Hepatite é considerada epidemia do século 21


A hepatite é uma doença silenciosa que preocupa especialistas. Os médicos consideram a doença como a epidemia do século 21. Em todo o mundo, a hepatite é a principal causa de cirrose e de câncer de fígado.

Ervin Moreti é um engenheiro falante, adora ler e levava uma vida tranqüila até descobrir em um exame de rotina da empresa que tinha uma doença grave. "Fiquei meio desnorteado porque nunca tinha ouvido falar. Como é que estou com cirrose? Não tinha idéia de que cirrose é causada por várias doenças", diz.

No caso de Moreti, a cirrose foi provocada pela hepatite, que é uma infecção do fígado causada principalmente por vírus. Existem seis tipos. A hepatite A é mais a comum em crianças, e a pessoa fica imunizada depois que adquire.

Mais graves

As hepatites B e C são mais graves, porque evoluem de forma lenta mas progressiva.

"A hepatite B é chamada doença sexualmente transmissível. O que importa é o sexo e drogas. É por esse motivo que o Ministério da Saúde, no Brasil, adotou a vacina para crianças e adolescentes. A vacina é disponível na rede pública até os 19 anos de idade", explica o pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz Hoel Sette Junior.

A hepatite C se transmite por sangue contaminado. "A transfusão de derivados do sangue, de transplantes e qualquer acidente percutâneo, que fura a mão do indivíduo ou um procedimento invasivo, que seja de uso coletivo, apresentam riscos", afirma o coordenador do Grupo de Hepatites do Hospital Emílio Ribas, Roberto Focaccia.

Câncer de fígado

São portadores de hepatite C 170 milhões de pessoas – 3% da população mundial. Ela mata quatro vezes mais que a aids. E é a maior causa de câncer de fígado, que mata cerca de 5 mil brasileiros por ano.

O número de casos de câncer de fígado vem crescendo a cada ano em todo o mundo. O principal motivo é que a hepatite, que pode levar ao câncer, é uma doença silenciosa, não apresenta sintomas, e muitas vezes só é detectada quando já está num estágio avançado.

"A prevenção é muito mais barata do que o tratamento e não tem sido dada a ênfase necessária para que possamos identificar esses pacientes e tratá-los adequadamente sem que eles caminhem para um câncer, ou para uma insuficiência hepática, ou para uma cirrose, que é irreversível", diz Focaccia.     

Tratamento

O tratamento é feito com remédios e injeções. Quando a doença se agrava, é preciso fazer um transplante.

Os planos de saúde não cobrem os transplantes de fígado. A única alternativa para esses pacientes é entrar em uma fila do Sistema Único de Saúde (SUS), que dá preferência para os casos mais graves.

Fonte: A Gazeta/PR

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