Terça-feira, 1 de dezembro de 2015 - 17h22
A Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas criou um comitê para monitorar e prevenir os casos de microcefalia no estado. A doença, uma malformação no cérebro do bebê ainda na fase uterina, é causada pelo contágio da mãe com o vírus Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da febre chikungunya. A relação entre o vírus Zika e a doença foi confirmada pelo Ministério da Saúde no último dia 28.
A primeira reunião do grupo ocorreu nessa segunda-feira, quando foi definida uma agenda de trabalho com reuniões semanais. A programação inclui a capacitação de profissionais da rede de saúde - da capital e do interior do estado - para o manejo clínico de pacientes que venham a apresentar sintomas da infecção pelo vírus Zika.
O secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, disse que considera importante que a população seja bem orientada para que haja um reforço no combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti. "As grávidas também devem fazer o pré-natal de forma correta, buscando acompanhamento médico desde o primeiro mês da gestação", afirmou.
Pedro Elias informou que, até o momento, há apenas um caso de vírus Zika confirmado no Amazonas. “Não está caracterizada, ainda, a circulação do vírus Zika no estado. Mas há toda uma conjuntura que exige que estejamos em alerta e preparados para enfrentar o aumento do número de casos desta infecção”, disse, em matéria divulgada no site do governo do Amazonas.
O estado registra uma média de 3 a 5 casos por ano de microcefalia. Em 2015, já foram três, sem associação com o vírus Zika.
A preocupação com a microcefalia surgiu após o aumento de casos da doença no Nordeste.
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