Segunda-feira, 15 de setembro de 2025 - 16h20

O que acontece dentro
das unidades de saúde de Porto Velho afeta diretamente a vida de milhares de
famílias. Por essa razão, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) realizou
nova fiscalização, neste sábado (13/09). Nosso corpo técnico foi ouvir, ver e
fiscalizar de perto.
As unidades de saúde
fiscalizadas foram a UPA Leste, o SAMU, o Hospital José Adelino da Silva e a
Policlínica Ana Adelaide. A ação faz parte das Fiscalizações Permanentes na
Saúde, que buscam induzir melhorias no atendimento da população e nas condições
de trabalho dos profissionais de saúde.
As visitas mostraram
avanços importantes, como serviços em pleno funcionamento, insumos disponíveis
e melhorias em equipamentos. Mas também revelaram falhas que precisam de
solução urgente para garantir dignidade a quem depende do sistema público de
saúde.
A agente de endemias
Jociane Monteiro: “Com as fiscalizações já melhorou bastante”
“Há questões
estruturais que precisam ser aprimoradas e as fiscalizações colaboram muito. Já
melhorou bastante”, observa a agente de endemias Jociane Monteiro.
UPA LESTE: REGULARIDADE NO ATENDIMENTO
Na UPA da Zona Leste,
a fiscalização não encontrou irregularidades. Escalas estavam completas,
insumos abastecidos e exames funcionando.
“É a primeira
vez que venho e o atendimento, por enquanto, está tranquilo”, confirma Rosa
Maria Alves, que acompanhava o padrasto em atendimento na unidade de saúde.
O montador industrial
Valdomiro Cuppi, morador do Mato Grosso, precisou ser atendido e elogiou: “Está
bom o atendimento. Estou fazendo medicação na veia e está tranquilo”.
O equipamento de
raio-X, que havia sido apontado como ausente em agosto, agora está instalado e
em operação.
“É importante a
presença do Tribunal de Contas, sim, porque dá uma ajuda e traz uma segurança,
principalmente no que está faltando”, destaca a técnica de enfermagem Maria
Monteiro.
A odontologia segue
sendo atendida em estrutura complementar, sem prejuízo à população.
“Mesmo com a mudança
da UPA para novo local, observamos que está bem organizado. A população está
avaliando de forma positiva”, destacou o servidor do TCE, Moisés Rodrigues, que
participou da fiscalização nas novas instalações da UPA da Zona Leste.
SAMU: FROTA REFORÇADA, MAS SOBRECARGA PREOCUPA
No SAMU, a equipe de
auditoria constatou equipes completas e seis ambulâncias disponíveis, incluindo
uma nova Unidade de Suporte Avançado (USA). O fornecimento de insumos críticos
foi regularizado.
Ainda assim, persiste
a sobrecarga dos profissionais, acionados com frequência para remoções de
pacientes não graves (deslocamentos que deveriam ser resolvidos por outros
serviços de saúde). O TCE alertou que a prática desgasta as equipes e
compromete a agilidade nos atendimentos de urgência.
As escalas de
plantonistas são conferidas pela equipe do Tribunal de Contas
JOSÉ ADELINO: FALTA DE INSUMOS E SEGURANÇA
Na Policlínica José
Adelino, apesar de avanços como a regularização de parte dos equipamentos e
medicamentos, ainda persistem falhas estruturais e operacionais. A falta de
insumos básicos preocupa.
O almoxarifado segue
desorganizado, com caixas empilhadas e sem controle eficiente. Também foi
registrado desconforto pelo empréstimo da ambulância própria para outra
unidade, o que afeta o transporte de pacientes.
A fragilidade da
segurança patrimonial e a ausência de um agente de endemias em finais de semana
e à noite foram outros pontos críticos identificados.
ANA ADELAIDE: PACIENTES AGUARDAM TRANSFERÊNCIA POR
DIAS
Na Policlínica Ana
Adelaide, a fiscalização constatou avanços, como o restabelecimento do raio-X e
regularidade no fornecimento de insumos.
No entanto, persistem
problemas graves: ar-condicionado inoperante em sala de exames, torneiras
quebradas, chuveiro improvisado em área de observação e falta de cadeiras de
rodas e macas suficientes.
Um caso emblemático
foi o de pacientes já regulados aguardando transferência para outras unidades.
Um dos pacientes esperava, há quatro dias, por vaga no Hospital João Paulo II.
Essa demora sobrecarrega a unidade, que não tem estrutura para internações
prolongadas, e coloca vidas em risco.
FISCALIZAR PARA INDUZIR MELHORIAS
As inspeções reforçam
que a fiscalização do TCE-RO vai além de identificar problemas: ela escuta
pacientes, ouve profissionais e acompanha de perto o impacto da gestão pública
na vida real.
Nesses quase 2 anos
de fiscalizações permanentes, houve a indução de melhorias, como destaca o
secretário-geral de Controle Externo do Tribunal, Marcus Cézar Filho:
“São inúmeros
benefícios, como aquisição de equipamentos de raio-X, que hoje são digitais;
aumento do quantitativo dos profissionais de saúde; realização de exames que
antes não eram feitos; e fornecimento de medicamentos”.
O próximo passo será
consolidar os achados em relatórios técnicos com recomendações práticas. O
acompanhamento será contínuo para garantir que os avanços saiam do papel e
cheguem a quem mais precisa: o cidadão.
Mais que números, a
presença do Tribunal nas unidades é um gesto de compromisso com a vida e com a
dignidade dos rondonienses.
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