Domingo, 6 de janeiro de 2013 - 18h04
Flávia Villela
Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro estima que, para resolver o problema da falta de profissionais de medicina nos seis hospitais federais da capital fluminense, é necessário pelo menos mais 1.500 médicos e rever a atual política de contratação. “Salários incompatíveis com o mercado e concursos temporários têm provocado a evasão de médicos da rede de saúde pública. Mão de obra temporária é uma medida que tem se mostrado ineficaz em todo o Brasil. O governo federal precisa rever sua política de recursos humanos. Não adianta ter uma grande estrutura com essa falência de recursos humanos”, disse o presidente do sindicato, Jorge Darze.
Os hospitais federais no Rio de Janeiro são os do Andaraí, de Bonsucesso, zona norte, Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, de Ipanema e da Lagoa, na zona sul, e dos Servidores do Estado, zona portuária.
Em visita ao Rio de Janeiro, no mês passado, quando anunciou a criação de leitos em hospitais públicos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, admitiu que faltam médicos nas unidades federais, mas defendeu que a carência desse tipo de mão de obra ocorre, principalmente, porque poucos profissionais de qualidade estão sendo formados.
“Nossos números mostram isso. Não adianta ter apenas mais médicos, precisamos de profissionais formados para as necessidades de saúde da população. O Brasil precisa de um plano estratégico de formação de médicos”. Padilha ressaltou que enquanto o Brasil tem 1,8 médicos por mil habitantes, Espanha e Portugal têm mais de três por mil habitantes, Cuba tem seis por mil habitantes e a vizinha Argentina, três médicos por mil habitantes.
Na opinião do secretário-geral e coordenador da Comissão de Saúde Pública do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Pablo Vazquez, não adianta criar novos leitos se não há médicos para cuidar dos pacientes. Ele acredita que existe um grande número de aposentadorias de médicos sem que haja reposição na mesma velocidade. “No CTI [Centro de Tratamento Intensivo] Pediátrico do Hospital Cardoso Fontes, por exemplo, leitos foram fechados porque os médicos se aposentaram e não foram contratados substitutos. O principal problema na saúde do Rio é a falta de recursos humanos”, ressaltou.
Para o defensor público federal Daniel Macedo, titular do 2º Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva, o recente episódio de filas quilométricas no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no centro, é um exemplo da falta de material humano nas instituições de saúde federais no Rio de Janeiro.
“Enquanto a população cresce o número de leitos diminui. Esse último caso que ocorreu com o Into demonstra as mazelas no trato com a saúde. O governo realmente virou as cosas para a saúde e acho que o Brasil vai passar vergonha nos grandes eventos esportivos”, disse. “Outro exemplo é a emergência do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na zona norte, que funciona há quase dois anos provisoriamente em contêineres instalados em uma área próxima do estacionamento do hospital.
O defensor lembrou que além dos problemas originados pela falta de médicos, o Rio de Janeiro perdeu mais de 7 mil leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2005 e 2012, de acordo com estudo do Conselho Federal de Medicina (CFM), divulgado em setembro. O número corresponde a 18% do total de vagas públicas. Proporcionalmente, foi a terceira maior perda entre as unidades da Federação.
O ministro Padilha explicou que a diminuição do número de leitos está relacionado com o fechamento de leitos psiquiátricos. “Agora estamos abrindo os leitos que têm o perfil das novas demandas de saúde da população", destacou. “O Brasil reduziu de forma correta mais de 20 mil leitos psiquiátricos, que eram manicômios. Abrir leito sem qualidade no atendimento, equipamentos e sem suprir a necessidade daquele local de saúde responde adequadamente à necessidade da população", explicou.
Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
Meu Exame ON já disponibilizou mais de 6 milhões de exames em Porto Velho
Lançado em janeiro de 2025, o sistema tem como objetivo garantir mais agilidade, comodidade e segurança aos usuários, permitindo que os pacientes cons

Edital abre vagas para vivência no SUS em Porto Velho com participação do governo de Rondônia
O governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), é parceiro na realização do Edital nº 01/2026, que abre inscrições para o

Com o objetivo de garantir assistência, acesso e qualidade de vida às pessoas com fissuras labiopalatinas em Rondônia, a Operação Sorriso, em parcer

Grupo Care Plus amplia jornada de cuidado com programa que subsidia medicamentos para beneficiários
O grupo Care Plus, composto pela Care Plus Medicina (maior operadora premium de saúde no Brasil), Care Plus Clinic, Care Plus Odontologia, Care Plus
Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)