Porto Velho (RO) domingo, 20 de setembro de 2020
×
Gente de Opinião

Saúde

Erradicação da gripe aviária pode levar décadas, diz FAO



Danilo Macedo
Agência Brasil


Brasília - A erradicação do vírus H5N1, da gripe aviária, “altamente patogênica”, pode levar décadas, informou hoje (21) a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Segundo a organização, ainda levará pelo menos dez anos para eliminar o vírus nos seis países (Bangladesh, China, Egito, Índia, Indonésia e Vietnã) onde ele é endêmico.

Em comunicado divulgado hoje, a FAO faz recomendações específicas para cada país adotar nos próximos cinco anos na busca da erradicação do vírus. Além disso, também faz um chamado aos governos dos países em que a doença é endêmica e aos doadores internacionais “para um compromisso contínuo nos esforços para a erradicação”.

O momento mais preocupante em relação ao vírus da gripe aviária foi em 2006, quando o H5N1 foi detectado em 60 países. De acordo com a FAO, atualmente a maioria deles conseguiu erradicá-lo, mas o vírus ainda permanece forte em Bangladesh, China, Egito, Índia, Indonésia e Vietnã, por uma combinação de três fatores.

O primeiro “está relacionado com a estrutura de seus setores avícolas nacionais”, o segundo “é a qualidade dos serviços veterinários e de produção animal, tanto públicos quanto privados, que nem sempre são capazes de detectar e atender as infecções”, e o último é a “falta de compromisso para enfrentar com firmeza” o H5N1.

O comunicado da FAO traz recomendações detalhadas dirigidas para cada um dos seis países em que o vírus persiste, com “base nas lições aprendidas nos últimos sete anos”, com “enfoque a médio e longo prazos, mais do que limitar-se a uma resposta de emergência”.

A organização termina informando que nesse período o programa de combate à doença foi implementado por meio de 170 projetos envolvendo mais de 130 países.

 

Mais Sobre Saúde

SENAI garante manutenção de respiradores da rede pública do Estado

SENAI garante manutenção de respiradores da rede pública do Estado

A rede pública de Rondônia recebeu essa semana, seis respiradores pulmonares que passaram por manutenção do Serviço Nacional de Aprendizagem Industr