Terça-feira, 9 de março de 2010 - 11h19
Vários setores da Policlínica Oswaldo Cruz, que está funcionando precariamente em novas instalações no prédio da antiga Unipec, à BR-364, foram interditados na manhã desta segunda-feira, depois de uma fiscalização realizada pelo Conselho Federal de Medicina, Conselho Regional de Medicina, Associação Médica de Rondônia e Sindicato Médico de Rondônia, que considerou o local inadequado para atendimento ao público. A equipe de inspeção constatou que, além da precariedade nas instalações elétricas e hidráulicas, a maioria dos consultórios não tem refrigeração e nem é possível atender aos pacientes observando o critério de sigilo médico.
Semana passada, quando Cremero e Simero fiscalizaram a policlínica, o diretor da unidade, Daniel Tomaz, disse que no prazo de uma semana os problemas estariam resolvidos. O que ocorreu, na verdade, conforme explicou o diretor do Conselho Federal de Medicina, Hiran Gallo, é que aumentaram as reclamações tantos dos médicos, por absoluta falta de condições de trabalho, como de pacientes. “Diante do quadro que constatamos aqui, a única alternativa é a interdição ética de vários setores para preservarmos os profissionais de saúde e também a população que procura atendimento médico”, observou Hiran Gallo.
A equipe de fiscalização que estava na Policlínica Oswaldo Cruz nesta segunda-feira, composta ainda pelos conselheiros, Maria do Carmo Demasi Wanssa, Almerindo Brasil e Rita de Cássia Alves Ferreira, pelo Cremero; pelo presidente e vice, respectivamente do Simero, Rodrigo Almeida e Willian Paschoalim; e pelo presidente da Associação Médica de Rondônia, Ricardo Amaral, deixa claro que a inspeção visa unicamente proteger os profissionais de saúde e a população. Em alguns setores, como a ala de psicologia, cujos consultórios estão dentro dos parâmetros de normalidade, não foi interditada. No setor de oftalmologia, apenas um consultório ficou liberado para atendimento de emergência, já que a Policlínica é o único local de atendimento ao público na área.
Irregularidades
Entre as várias irregularidades detectadas pela inspeção do Cremero na Policlínica Oswaldo Cruz, está ausência de alvará da Vigilância Sanitária; instalações elétricas expostas colocando em risco a vida dos usurários; ausência de alvará do Corpo de Bombeiros; falta de banheiro para funcionários e para o público; consultório sem refrigeração e abertos, comprometendo o sigilo médico da consulta e sem pia com água corrente para higienização das mãos, entre outros.
Os representantes das entidades médicas Conselho Federal de medicina, Conselho regional de medicina, Associação Médica de Rondônia e Sindicato Médico de Rondônia entendem que a iniciativa de transferir o atendimento da Policlínica enquanto se constrói novo prédio e louvável, mas o Governo não poderia fazer essa transferência sem antes adequar as novas instalações às necessidades de uma unidade de saúde.
Nesta segunda-feira, por exemplo, o atendimento na Policlínica foi suspenso para que a Ceron instalasse novos transformadores, já que os que haviam no prédio não suportou a sobrecarga dos novos equipamentos instalados para as novas atividades.
Um relatório será feito pelo Cremero, acompanhado de fotos, e encaminhado ao Ministério Público, Secretaria de Saúde do Estado, Conselho Federal de Medicina, Ordem dos Advogados do Brasil e demais órgãos responsáveis pela fiscalização do setor de saúde.
Fonte: Ascom/Cremero
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