Quinta-feira, 22 de novembro de 2012 - 20h22
O professor Juliano Colombo Mendes, do Departamento de Fisioterapia da Faculdade São Lucas, destacou os efeitos causados pelas queimadas ao sistema respiratório dos seres humanos durante palestra no Painel “As queimadas e saúde humana”, em audiência pública realizada pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal sobre o tema “As queimadas nos Municípios de Rondônia”. Segundo Juliano Colombo Mendes, são grandes e devastadores os estragos causados pela fumaça ao sistema respiratório humano, principalmente nas pessoas que têm doença respiratória crônica, normalmente crianças e idosos, faixas etárias mais sensíveis às variações. “O sistema respiratório sofre os impactos sempre que entra em contato com meio externo. Mas as queimadas também afetam a pele e os olhos”, alerta o fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia Respiratória e Hospitalar. Além dos impactos causados à saúde física, Juliano Colombo acrescenta que as queimadas também afetam a saúde coletiva, aumentando os casos de internação nas unidades de saúde pública e privada.
Segundo o fisioterapeuta da Faculdade São Lucas, a proposta é resolver os estragos causados pelas queimadas, o que envolve educação, orientação e repressão. “A prevenção reduz os impactos ambientais e os custos com internações”, salienta Juliano Colombo Mendes, acrescentando que os profissionais que atuam no atendimento comunitário através do Programa Saúde da Família podem ser transformados em vetores de informações, contribuindo para fomentar a prevenção durante suas atividades. A incidência de focos costuma ser mais acentuada nos meses de agosto e setembro. “Antes o foco costumava ser maior na zona rural, mas as queimadas urbanas são as que oferecem maiores riscos à saúde coletiva. Como o Ambulatório de Fisioterapia Respiratória da Clínica de Fisioterapia da Faculdade São Lucas atende pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), podemos ter contato com casos crônicos. São pessoas que têm o sistema respiratório prejudicado pelos efeitos causados pelas queimadas urbanas”, complementa.
Fonte: Chagas Pereira
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