Porto Velho (RO) sábado, 26 de setembro de 2020
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Saúde

Dia Mundial do Coração é marcado companfletagem e atendimento à população



Campanha de orientação para a prevenção e tratamento das doenças cardiovasculares, realizada durante dois dias (sábado e domingo – 26 e 27) pela secção rondoniense da Sociedade Brasileira de Cardiologia, marcou em Porto Velho o dia mundial do coração.

O presidente da secção, cardiologista Gederson Rossato, diz que a campanha, realizada periodicamente, é uma forma de alertar a população sobre os males do coração provocados pelo tabagismo, alcoolismo, ingestão de gordura saturada e pelo sedentarismo.

A campanha, que teve início no sábado, na Praça Jonathas Pedrosa e no pátio do Porto Velho Shopping, atendeu cerca de 200 pessoas, com verificação da pressão arterial e consulta de orientação.

No domingo, as atividades foram no Espaço Alternativo, na avenida Jorge Teixeira. Além da panfletagem e medição de pressão arterial, foi feita uma pesquisa com cerca de 400 pessoas. Gederson Rossato explica que a pesquisa servirá para um diagnóstico da saúde dos portovelhesenses.

Dentre os fatores externos que mais causam mal ao coração, segundo Rossato, está o tabaco. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o fumo é fator causal de 50 doenças diferentes, destacando-se as cardiovasculares, o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas.

As estatísticas, segundo explicou o cardiologista, demonstram que 45% das mortes por infarto do miocárdio, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema), 25% das mortes por doença cérebro-vascular (derrames) e 30% das mortes por câncer podem ser atribuídas ao cigarro. “Outro dado alarmante: 90% dos casos de câncer do pulmão têm correlação com o tabagismo”.

Em nível de Brasil, segundo o médico Gederson Rossato, o número de casos de infarto em Rondônia é menor que no Sul e Sudeste. “Há duas explicações para isso. A primeira é que aqui há mais jovens. A segunda é que muitos casos de princípio de infarto não são diagnosticados, isso porque, geralmente, o paciente é atendido por algum médico de outra especialidade”.

Fonte: Ascom/Cremero

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