Terça-feira, 17 de maio de 2016 - 15h04
Vinicius Lisboa - Repórter da Agência Brasil
A Cruz Vermelha Brasileira realiza nesta semana uma capacitação para padronizar o trabalho de combate ao Aedes aegypti feito por voluntários em todas a filiais do país.
Os voluntários serão instruídos sobre maneiras de manter vigilância constante contra a proliferação do Aedes aegypti
Cerca de 40 representantes de filiais estaduais e municipais da entidade estarão até sábado (21) na sede do órgão, no centro do Rio de Janeiro.
Os voluntários serão instruídos sobre questões epidemiológicas, visitas domiciliares, eliminação de focos e maneiras de orientar a população a manter vigilância constante contra a proliferação do mosquito.
Quando voltarem a suas unidades de origem, eles atuarão como multiplicadores passando adiante as orientações.
Coordenadora do projeto Zika da Cruz Vermelha Brasileira, Rosana Ribeiro esclareceu que o projeto está pronto para ser implementado há mais tempo, mas dependia de recursos que vieram por meio de doações de outros países à Cruz Vermelha Internacional.
"As ações estavam sendo feitas pelas filiais isoladamente. Já temos um trabalho com ações contra o mosquito, mas estamos padronizando as filiais para trabalhar no projeto específico", acrescentou a coordenadora.
Um dos focos do trabalho é orientar a população e retornar às casas para conferir se o combate continua sendo feito.
"Não vamos trabalhar com fumacê. Vamos eliminar sujeira, acúmulo de lixo nos quintais e nas ruas. E focar em grupos específicos, como gestantes, crianças".
A Cruz Vermelha também montou um gabinete de crise para monitorar o trabalho realizado pelas filiais, que têm entre 80 e 100 voluntários cada uma. Durante os jogos olímpicos e paralímpicos, o planejamento é fazer a distribuição de material informativo nos locais de competição.
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