Domingo, 18 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Saúde

Criança indígena é foco de reunião do Conanda


O agravamento da violação dos direitos das crianças e adolescentes indígenas será o ponto central da 156ª Assembléia Ordinária - Descentralizada do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Na reunião começou dia 2 e vai até 4 de outubro em Campo Grande (MS), o Conselho vai debater a situação da criança indígena, em especial no Estado do Mato Grosso do Sul. A idéia é obter subsídios para o processo de formulação de diretrizes que respaldem a política de atendimento aos direitos da criança e do adolescente indígena.
A realidade em que vivem aproximadamente 175 mil crianças e adolescentes indígenas é um dos mais graves quadros sociais do País. Nas periferias das grandes cidades, eles moram em casas precárias, quase não têm acesso à escola e à saúde, vêem suas tradições desrespeitadas ou ignoradas, experimentam preconceito e aos poucos perdem sua identidade e o contato com a cultura de seu povo. Nas aldeias, recebem um atendimento na maioria das vezes impositivo, esparso ou feito por profissionais sem formação específica e carentes de conhecimentos antropológicos, essenciais para que as ações sejam mais eficazes.
O resultado é um cenário em que se torna clara a violação do Estatuto da Criança e do Adolescente e do artigo 227 da Constituição Brasileira (que assegura a todas as crianças o direito à vida, à alimentação, à educação, à profissionalização, à cultura, à dignidade, à liberdade, ao lazer e ao respeito, colocando-as a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão).
Poucos dados, muitas mortes
Dados esparsos ou ausentes e algumas estatísticas conflitantes tornam difícil precisar o cenário da questão indígena no Brasil. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a Fundação Nacional do Índio (Funai), diversas ONGs como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e o Instituto Sócio-Ambiental (ISA) dispõem de dados, mas a maioria das informações não está centralizada ou combinada com outras estatísticas sociais a fim de formar um quadro claro.
Entre os poucos dados disponíveis está a taxa de mortalidade infantil na população indígena, que hoje é de 47 por mil nascidos vivos. É quase o dobro da média nacional (24). Mesmo assim, se comparada à de anos anteriores, essa taxa vem caindo sensivelmente. Em 1999, era de 112. Caiu para 56 em 2002 e para 50 em 2003. Baixou para 47 por mil nascidos vivos (12.724 mortes) em 2004, mas em 2005 voltou a crescer e chegou a 50, 85, taxa que corresponde a 12.916 mortes.
Das crianças indígenas que morrem, a maioria pertence à etnia Xavante, no Mato Grosso do Sul. Depois, vêm duas regiões localizadas no Norte do País: Alto Rio Juruá, no Acre (coeficiente de 115,4 por mil nascidos vivos) e Rio Tapajós, no Pará: 101,8.
Em geral, as doenças que mais atingem as crianças e adolescentes indígenas são helmintíase, infecção intestinal, micoses, pediculose/ácaros, malária, tuberculose, desnutrição, distúrbios metabólicos, insuficiência respiratória aguda, pneumonias, bronquite aguda e asma. Entre as causas externas estão trauma simples, ferimentos e queimaduras, além de agressões.
Fonte: ANDI

Gente de OpiniãoDomingo, 18 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Prefeitura de Porto Velho entrega salas para pequenos procedimentos cirúrgicos no CEM Rafael Vaz e Silva

Prefeitura de Porto Velho entrega salas para pequenos procedimentos cirúrgicos no CEM Rafael Vaz e Silva

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), entregou duas salas de procedimentos no Centro de Especialidades Médi

Rondônia avança no controle da malária com tratamento eficaz em dose única, fortalecendo controle da transmissão no estado

Rondônia avança no controle da malária com tratamento eficaz em dose única, fortalecendo controle da transmissão no estado

Rondônia avança no enfrentamento à malária ao implementar, entre 2024 e 2025, o uso da tafenoquina (medicamento inovador em dose única para tratar a

Governo de RO mantém vacinação contra gripe e reforça que variante da Influenza A não altera sintomas

Governo de RO mantém vacinação contra gripe e reforça que variante da Influenza A não altera sintomas

Com a estratégia de fortalecer o monitoramento das síndromes respiratórias, garantir detecção precoce e manter a capacidade de resposta do Sistema Ú

Diretoria do Ipam tranquiliza prestadores de serviços médico-hospitalares

Diretoria do Ipam tranquiliza prestadores de serviços médico-hospitalares

A diretoria do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Porto Velho (Ipam), reuniu-se com a diretoria do Sindicato dos Es

Gente de Opinião Domingo, 18 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)