Quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 - 20h15
Cerca de 50% dos partos de alta complexidade, num total de 3500 por ano, realizados na maternidade do Hospital de Base Ary Pinheiro (HB), poderia ser evitado caso as parturientes tivessem feito um pré-natal rigoroso.
Elas dão entrada na unidade de saúde com infecção urinária, doença que poderia ser tratada ainda no início, na entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), na atenção primária da rede municipal, em todo Estado.
A afirmação foi feita pelo secretário de Estado da Saúde (Sesau) Williames Pimentel, durante a abertura do Seminário Estadual de Doenças Crônicas não Transmissíveis, em Porto Velho. Na pauta, a prevenção das doenças crônicas não transmissíveis na escola: perspectivas e aplicabilidades.
De acordo com dados apresentados por Célio José Borges, do departamento de Educação Física da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), 35% dos alunos da rede estadual de educação em Rondônia estão com sobrepeso ou obesidade.
Para ele, o seminário é uma oportunidade de iniciar uma discussão para que a educação física comece ser tratada como disciplina que favorece a atividade física voltada para a promoção de saúde.
Delcy Mazzarelo, da Gerência de Programas Estratégicos em Saúde (GPES) destacou que o seminário utiliza a ferramenta do Programa Tele-Saúde Brasil Redes. O objetivo é facilitar o processo de Educação Permanente em Saúde para os municípios de difícil acesso, sendo assim a Sesau alcançará todos os municípios que tiverem acesso a internet, via Web Conferência.
Meta: Educação física como promoção da saúde
Outra meta é propor estratégias para integrar as ações de prevenção de doenças e agravos não transmissíveis entre os Coordenadores da Atenção Básica e os coordenadores do Programa Saúde na Escola, nos 52 municípios do Estado de Rondônia.
De acordo com Delcy Mazzarelo, o público alvo da transmissão do seminário são Coordenadores Municipais de Atenção Básica, Coordenadores Municipais do Programa Saúde na Escola da Saúde e da Educação e as Gerências Regionais de Saúde e da Educação.
A coordenação busca unir forças na Prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis na escola como parte integrante do Plano Estadual de Prevenção de Agravos e Doenças Não Transmissíveis de Rondônia.
Número alto
Dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde (MS) apontam que mais de 32% da população de Rondônia (388,3 mil pessoas) possuem pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT), segundo dados inéditos da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS).
O levantamento, realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que essas enfermidades atingem principalmente o sexo feminino (37,4%). São 226,8 mil mulheres e 161,4 mil homens (27,7%) portadores de enfermidades crônicas. No Brasil, o índice atinge cerca de 40% da população, o equivalente a 57,4 milhões de pessoas.
Mortes no Brasil
As doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por mais de 72% das causas de mortes no Brasil. A hipertensão arterial, o diabetes, a doença crônica de coluna, o colesterol (principal fator de risco para as cardiovasculares) e a depressão são as que apresentam maior prevalência no país.
A existência dessas doenças está associada a fatores de risco como tabagismo, consumo abusivo de álcool, excesso de peso, níveis elevados de colesterol, baixo consumo de frutas e verduras e sedentarismo.
Fonte
Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo
Decom - Governo de Rondônia
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