Sexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Saúde

Anvisa quer reduzir quantidade de iodo no sal brasileiro



Paula Laboissière
Agência Brasil


Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje (7) proposta para reduzir o teor de sódio no sal comercializado em todo o país. Atualmente, a quantia considerada própria para consumo humano varia entre 20 miligramas (mg) e 60 mg de iodo para cada quilo de sal. Por meio da consulta pública nº 35, a Anvisa propõe que o percentual fique entre 15 mg e 45 mg.

De acordo com a Anvisa, há indícios de que o consumo excessivo de iodo possa aumentar os casos de Tireoidite de Hashimoto, doença autoimune caracterizada pela inflamação da tireóide e provocada por um erro no sistema imunológico. Os principais sintomas incluem fadiga crônica, cansaço fácil e ganho de peso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a quantidade de iodo para cada quilo se situe entre 20 mg e 40 mg nos países em que a população consume uma média de 10 gramas de sal por dia. Dados do Ministério da Saúde indicam que o brasileiro consome, diariamente, 9,6 gramas de sal, mas o consumo total pode chegar a 12 gramas quando levados em consideração alimentos processados e consumidos fora de casa.

A proposta da Anvisa pode ser consultada na íntegra no site www.anvisa.gov.br e as sugestões devem ser encaminhadas por meio de formulário disponível na página http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=6545 . O documento deve ser enviado para o e-mail pro.iodo@anvisa.gov.br , para o fax (61) 3462-5315 ou para o seguinte endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/GGALI - SIA Trecho 5, Área Especial 57, Brasília- DF, CEP 71.205-050.

O processo de iodação do sal é uma medida adotada em todo o mundo com o objetivo de prevenir os chamados distúrbios por deficiência de iodo (DDI), que incluem retardo mental grave e irreversível e surdo-mudez em crianças, anomalias congênitas e bócio.

 

Gente de OpiniãoSexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Estação Saúde leva atendimento médico e biomédico à Aldeia Joaquim, em Cacoal (RO)

Estação Saúde leva atendimento médico e biomédico à Aldeia Joaquim, em Cacoal (RO)

Uma jornada marcada por desafios, propósito e transformação. Assim foi a chegada da equipe do projeto Estação Saúde, da Faculdade Metropolitana, à A

Na fronteira invisível, uma rede de cuidado une Brasil e Bolívia no atendimento a indígenas com hepatites virais

Na fronteira invisível, uma rede de cuidado une Brasil e Bolívia no atendimento a indígenas com hepatites virais

Às margens do Rio Mamoré, em Rondônia, onde o Brasil encontra a Bolívia e divide duas cidades irmãs — Guajará-Mirim e Guayaramerín —, a fronteira se

Histórias de quem encontrou acolhimento no Corujão da Saúde

Histórias de quem encontrou acolhimento no Corujão da Saúde

Maria Aparecida, 54 anos, moradora do Assentamento Joana D’arc, chegou à unidade depois de um dia difícil. Sentindo dores causadas por problemas na ti

TCE considera adequado o valor pago pelo hospital de Porto Velho e aponta necessidade de ajuste técnico no laudo de avaliação

TCE considera adequado o valor pago pelo hospital de Porto Velho e aponta necessidade de ajuste técnico no laudo de avaliação

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) analisou a aquisição do imóvel destinado ao Hospital Universitário de Porto Velho e reconheceu q

Gente de Opinião Sexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)