Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Saúde

Agevisa orienta população para o controle de caramujos africanos em Rondônia



Nesta época do ano, com as chuvas intensas, é comum encontrar em quintais, hortas e jardins, algumas espécies de caramujos. Hospedeiro de várias doenças, inclusive a esquistossomose (ou barriga d’água) e a meningite, a infestação deste tipo de caracol deixa os moradores preocupados, já que se reproduzem muito rápido, colocando em média de 50 a 400 ovos por ano.

Gente de Opinião

Caramujo africano pode causar doenças, como a esquistossomose, segundo a Agevisa

Segundo o coordenador do Programa Estadual de Controle de Esquistossomose e Geo-Helmintíase/Agevisa, Nilton Neves, o caramujo africano, mais conhecido como “gigante africano”, pode ser encontrado com facilidade na região amazônica. Esse caramujo é o hospedeiro dos vermes que chamamos de costaricensis e cantonensis que podem causar dores abdominais, hemorragias, até mesmo lesão ocular que podem levar à cegueira.

Mesmo que em Rondônia não tenha confirmado nenhum caso de doenças causadas pelo caramujo africano, é importante a população tomar medidas de prevenção para o controle da infestação, como por exemplo, eliminar lixos, pneus, latas, entulhos, tijolos e madeiras dos quintais, além de catá-los, que é a principal medida recomendada para eliminá-los.

Neves mencionou que é muito comum as pessoas colocarem sal para matar o caramujo, porém não é adequado, já que o sal pode prejudicar o solo e a vegetação do local, e as conchas não descartadas corretamente podem servir como criadouros de mosquitos, como o Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika vírus e chikungunya.

O correto é utilizar luvas de borracha para fazer catação manual dos caramujos e ovos em jardins, hortas e pomares. Após a coleta desses moluscos, é necessário enterrá-los em uma vala forrada com cal virgem evitando, assim, a contaminação do solo.

ESQUISTOSSOMOSE

A esquistossomose, segundo o Ministério da Saúde, é causada pelo schistosoma, parasita que necessita, além do homem, da participação de caramujos de água doce, do gênero Biomphalaria, para completar seu ciclo vital. Na fase adulta, o parasita vive nos vasos sanguíneos do intestino e fígado do hospedeiro definitivo.

Segundo o banco de dados da Coordenação do Programa Estadual de Controle de Esquistossomose e Geo-Helmintíase/Agevisa, foram registrados em Rondônia 51 casos importados de esquistossomose (ou barriga d’água) no ano de 2016. “Em todos os casos, as pessoas foram contaminadas em outros estados e descobriram em Rondônia que estavam com o verme”, explicou Neves.

Leia mais:
Período chuvoso favorece ocorrência de acidentes com animais peçonhentos; aranhas e cobras são os mais comuns em Rondônia


Fonte
Texto: Marilza Rocha
Fotos: Secom
Secom - Governo de Rondônia

Gente de OpiniãoSexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Carreta oftalmológica realiza mais de 700 cirurgias em menos de um mês em Porto Velho

Carreta oftalmológica realiza mais de 700 cirurgias em menos de um mês em Porto Velho

Ação estratégica da Prefeitura de Porto Velho em parceria com o Governo Federal, os atendimentos promovidos ao longo de todo o mês de fevereiro pela C

Prefeitura orienta sobre acesso ao implanon em Porto Velho

Prefeitura orienta sobre acesso ao implanon em Porto Velho

A Prefeitura de Porto Velho e a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) reforçam que o acesso ao implanon vai ocorrer por meio da rede pública municipa

Mutirão do Implanon: prefeito Léo Moraes promove ação para 1.700 mulheres de Porto Velho

Mutirão do Implanon: prefeito Léo Moraes promove ação para 1.700 mulheres de Porto Velho

Neste sábado (28), o prefeito Léo Moraes dá início a mais uma ação voltada à saúde da mulher em Porto Velho, o mutirão do implanon. A iniciativa vai

Gente de Opinião Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)