Sábado, 14 de fevereiro de 2026 - 16h40

É preciso dizer com franqueza: a promessa de uma Jerusalém pós-morte, com ruas de ouro, reencontros pessoais e continuidade consciente da identidade, carece de qualquer sustentação empírica e funciona, na prática, como um anestésico simbólico contra o terror da finitude; ao tomarmos metáforas por geografia, incorremos numa capitulação da realidade diante de uma imaginação consoladora, perpetuando a letargia que confunde o possível verificável com promessas improváveis de reencontro com aqueles que amamos neste plano físico.
É mais lúcido manter os pés no chão do que hipotecar a esperança a um além
incerto e, após a partida, deparar-se com o vazio de um silêncio absoluto. Ainda assim, se há consolo, ele pode residir numa leitura menos literal: como energia, já participamos da
onipresença do Universo, e nesse pertencimento — não como pessoas que caminham por ruas celestes, mas como parte indissolúvel do todo eterno — o reencontro se dá na própria trama do real.
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