Segunda-feira, 24 de novembro de 2025 - 15h38

Considerando as perspectivas do ambiente escolar
pósmoderno, forjado com maneirismos tecnológicos, e ainda que, teoricamente
seja fundamentado como um “lugar de conhecimento”, o que fazer?
Para além das formações acadêmicas e teóricas, a
escola e os lugares do conhecimento envolvem também os processos de
socialização e estruturação social, fazendo emergir as dificuldades em
“substituir” as concepções prévias de um sujeito. Essas dificuldades são
relacionadas à construção do conhecimento, mas também há relação com a
transformação do que está consolidado como conhecimento para este estudante.
Isso ocorre uma vez que o processo de aprender implica um fenômeno de
transformação das estruturas cognitivas já consolidadas e, muitas vezes, sendo
algo que confronta até mesmo as concepções que já fazem sentido para esse
estudante. Nesse ponto, a corresponsabilidade entre os estudantes e os
professores e professoras é algo essencial.
Porém, após a implementação dos sistemas de
plataformização, os docentes tomaram como encargo, para além de suas atuações
corriqueiras (ler, estudar, escrever), uma demanda infinita em relação ao
preenchimento de dados, informações, avaliações extensas, dentre várias outras
questões que tomam ainda mais tempo da vivência docente e de sua própria vida
pessoal. O resultado é que, esse esforço que deveria ser estruturado e diluído
entre todos os participantes do processo, acaba apresentando um deslocamento,
de forma unidirecional para o docente. É nesse contexto que emerge em alto e
bom som uma pergunta básica: “Será que nada interessa a vocês?”. Questão que
sintetiza essa tensão entre as expectativas de engajamento dos estudantes e a
sobrecarga dos professores e professoras.
A estrutura de mercantilização da educação e até a
transformação das salas de aulas em “circos”, em que se espera que o docente
atue como malabarista, alguém que deve “dar seus pulos” para capturar o
interesse e atenção dos estudantes, demonstram assimetria e unilaterização das
responsabilidades. O professor acaba, portanto, sustentando sozinho um processo
que, naturalmente, deveria ser coletivo, tal como o Mito de Sísifo.
Aliás, reafirmando-se, em anos anteriores já se
ouvia uma pergunta reveladora, mas, não só da pessoa que falava e, sim, de uma
cultura acadêmica criada na última década.
- não só é curiosa, como revela o que fizemos de
errado esses anos todos.
Uma questão básica em qualquer sala de aula, diria:
- "Será que nada interessa, instiga
vocês"?
Vejamos a afirmação do coletivo, na voz de uma
pessoa:
"Se os docentes falassem o que os estudantes
querem ouvir...seria melhor".
Talvez alguns fiquem em silêncio ao ouvir isso,
porque não entenderiam uma colocação divergente. Normalmente, a conclusão é só
mental:
- se repetissem o que querem ouvir, cometeríamos
dois erros crassos:
- 1. Repetiríamos o óbvio.
- 2. Repetiríamos o senso comum.
Afinal de contas, como é que uma pessoa inteligente
vai à escola ("lugar do conhecimento") para ouvir tudo o que já sabe
e ignorar "tudo o que não sabe" ( e que, por dedução, o que não se
sabe é muito mais vasto do que "aquilo que supõe saber").
Há sim um tipo de doutrinação, mas é esse tipo aí:
a consolidação do senso comum, das aparências, dos maneirismos, das tais
"narrativas", dos modernismos.
Antes fosse uma doutrinação efetiva, com conteúdo,
história, teses, oposições, como se fazia no século XX.
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