Terça-feira, 9 de janeiro de 2024 - 14h37

O mote do metafísico sempre foi claro, direto e simplificado ao extremo:
“Dois passos para trás, nenhum pra frente”.
No mundo da Distopia, descrença moral e perseverança de quem procura
pelo "mito caído do copo sempre meio vazio" – com um certo povo
abençoado por Deux, também adorador da entidade sedutora dos lumpesianos –, a
esperança virou depressão.
Nesse dia, neste país e em todos os outros, os lumpesianos deram um
passo à frente, na verdade, andaram quilômetros, ladeira abaixo, nas ruas das
principais cidades – quase todos os centros urbanos tinham sido renomeados e
agora chamavam Imoralidade Citadina.
Nas ruas, com capacetes de alumínio na cabeça, clamando por Intervenção Sideral
(ligavam celulares apontados para o céu de noite escura, fria, sonoramente
vazia), seguiam os lumpesianos, os iluminatti, os adoradores do bezerro de
ouro, e também um outro líder – conhecido como O metafísico. Esse sujeito tinha
decorado Orwell.
Nessa noite espessa, desse dia fatídico (entre 2013 e 2016), Mijei, que
havia arrasado a terra plana Argentina, naturalizou-se brasuca.
Há muito se dizia, à direita e à esquerda, aos berros, que nossa
Constituição era um lixo. Assim pensavam todos os crentes do Poder Moderador:
“A força está no tal artigo 142 da CF88” (adorado por metafísicos de todas as
cepas). Foi, assim, então, que Mijei viria a se entronizar como presidente da
República Bananeira do Brasil.
E tudo aconteceu desse modo, o Estado Democrático de Direito era outro
lixo...e foi removido pelos lumpesianos.
E foi assim que demos dois passos à frente...no abismo da descrença
absoluta com a democracia brasileira. Outro lixo burguês.
E foi assim que os sobreviventes me contaram sua fatídica e última
passagem por aquilo que os muito antigos (os que ainda estudavam) chamavam de
inteligência social.
No encontro das “extremaduras da ferradura política”, na Distopia
anunciada, o metafísico venceu.
Nos venceu...e foi assim.
Resumo da ópera distópica: nós descemos para o play, sem saber jogar.
Foi uma lambança de 7 x 1.
Hoje, não há quem duvide: O metafísico fez sua revolução gloriosa, mas
foi uma revolução dos bichos. E o bicho mais saliente era uma barata, daquelas
que davam arrepios e nojo profundo em Kafka.
Aliás, o metafísico dizia que era kafta...
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