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Sinfar-RO quer melhoria da assistência farmacêutica



A assistência farmacêutica está entre os serviços essenciais que requerem melhor estruturação visando à melhoria da saúde pública com vistas a acompanhar o surto de desenvolvimento, que azeitou a economia do Estado de Rondônia contribuindo com o aumento da oferta de emprego, em 14,8%,  em 2009, e de 67% na região Norte, ou seja, duas em cada três novas vagas são em Rondônia, uma performance do mercado de trabalho que acaba refletindo também no crescimento da demanda na educação, saúde e habitação. A afirmação foi feita pelo presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Rondônia (Sinfar-RO), Antônio de Paula, farmacêutico-bioquímico e citopatologista, com base nas recentes pesquisas que apontam para o avanço desmedido de problemas relacionados ao uso racional de medicamentos, resistência bacteriana aos antibióticos e à dependência psíquica de ansiolíticos e antidepressivos.

“Cabe ressaltar que qualquer medicamento pode causar reações adversas, daí a responsabilidade do modelo brasileiro de farmácias e drogarias, que não pode em qualquer hipótese ser motivado por interesse econômico, transformando-as em mercearias, e fazendo do medicamento um bem de consumo”, avaliou o presidente do Sinfar-RO, ressaltando que o farmacêutico não deve estar nos estabelecimentos para entregar (vender) o medicamento, “mas para prestar as devidas orientações, utilizando-se de conhecimento especifico adquirido em anos de estudo”.

Para o representante dos farmacêuticos de Rondônia, o terceiro Estado mais rico da região Norte, respondendo por 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB), o quarto maior PIB per capital e que tem o terceiro maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), é de suma importância que o profissional seja totalmente independente no exercício de suas funções, devidamente capacitado, consiga demonstrar que sua atividade é essencial para a dispensação dos medicamentos e que não é um simples leitor de prescrições médicas.

Conforme salientou Antônio de Paula, a RDC 44 obriga o farmacêutico a avaliar a receita quanto à legibilidade e ausência de rasuras, identificação do usuário e do medicamento, concentração, dosagem, forma farmacêutica, quantidade, posologia, duração do tratamento, local e data da emissão, além de identificação do prescritor. “È imprescindível a apresentação e avaliação da receita pelo farmacêutico para dispensação de medicamentos, bem como, a informação sobre a influência dos alimentos, reações adversas potenciais e as condições de conservação dos produtos, pois como já dizia Darwin, há 150 anos, não foi o mais forte das espécies que sobreviveu, nem o mais inteligente. Foi o mais adaptável à mudança. E esse pensamento pode ser estendido para as farmácias de hoje, que são grupos humanos organizados, na luta pela sobrevivência no mercado”, concluiu o presidente do Sinfar-RO.

 Fonte: Veronilda Lima
 

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