Quarta-feira, 7 de maio de 2008 - 13h46
As áreas degradadas em Rondônia cerca de 1,5 milhão de hectares podem ser usadas para provar a Comunidade Européia, Estados Unidos e ONU, que a produção de alimentos e culturas destinadas ao biocombustível, é feita de forma sustentável, ecológica e socialmente correta. A proposta é do deputado federal Ernandes Amorim (PTB).
Essa argumentação ele sintetizou em discurso feito na Câmara, na terça-feira, como forma de ajudar o governo brasileiro a dar resposta à Comunidade Européia que impôs a certificação da produção para abertura de mercado aos biocombustíveis. Europa, EUA e ONU têm criado barreiras ao biocombustível brasileiro o etanol extraído da cana-de-açúcar alegando que as áreas usadas para obtenção do novo combustível tem diminuído os estoques de alimentos do mundo. "Uma sacanagem já denunciada pelo próprio presidente Lula porque têm medo de concorrer conosco e Rondônia pode se inserir nesse enfrentamento com o aproveitamento dessas áreas, para produção dentro dos preceitos de ecológica e socialmente correta, já que a produção servirá para recuperar área e será feita pelos pequenos produtores de nosso Estado", advoga Amorim.
"Venho defendendo a criação de um PAC (programa de aceleração do crescimento), exclusivo para a recuperação das áreas degradadas na Amazônia, em particular em Rondônia, que detém em seu território milhares de hectares que foram degradadas pelas empresas mineradoras. Com essa recuperação do solo resgataríamos áreas para produção de alimentos e o biocombustível, e dessa forma aumentaríamos nossa área agricultável, reduzindo o custo de produção e gerando renda e empregos. Ainda com o uso dessa área, o governo daria resposta também ao programa de reforma agrária e extirparia movimentos bandoleiros, a exemplo da Liga Camponesa dos Pobres (LCP)", argumenta.
O Brasil, segundo ele, já está inserido na preocupação mundial com o meio ambiente, ao tornar-se o maior produtor e exportador de alimentos do mundo. "Não somos dos que defendem o meio ambiente de forma radical e ilógica, precisamos sim, de um ambiente saudável, vital para a saúde e a vida atual e das futuras gerações. Nesse contexto reside a grande oportunidade de Rondônia se inserir no mercado mundial, como um grande produtor de alimentos para a humanidade e contribuir de forma efetiva com o nosso desenvolvimento", avalia. Essa proposta, o deputado já enviou para a Casa Civil da Presidência da República, responsável pela condução do PAC no país, e ao Ministério do Meio Ambiente.
Fonte: Yodon Guedes
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