Domingo, 15 de abril de 2007 - 10h47
Na manhã desta seguda-feira, dia 16 de abril, representantes das comunidades ribeirinhas levarão ao Ministério Público Federal de Rondônia seu respaldo à Ação Civil Pública que embarga o Projeto das Usinas do Madeira.
Uma comissão de ribeirinhos das comunidades de Santo Antonio, Teotônio, Sacaca, Porto Seguro, Cachoeira dos Macacos, Boca do Jatuarana, Maravilha, São Carlos e Brasileira, vai entregar um conjunto de declarações que atestam a ausência de consultas adequadas da parte de Furnas em suas respectivas localidades. Para Wesley Lopes, da coordenação do MAB-RO, membro do Fórum Independente Popular, a falta de consulta aos ribeirinhos e indígenas revela a insensibilidade social dos empreendedores, "que leva a repetir os mesmos erros que ocorreram na construção da Usina de Samuel ".
As populações ribeirinhas do alto e do baixo Madeira reclamam reconhecimento da posse da terras, ocupadas por eles há décadas. Furnas, responsável pelos estudos de impacto, até agora não mapeou e cadastrou as famílias ameaçadas, o que costuma ser pré-requisito em qualquer início de conversação em casos como esse.
A empresa também não teria se proposto a definir de forma conjunta os critérios de indenização e realocação. " É muito contraditório ou muito sintomático, que um projeto que se apresenta como gerador de emprego e renda, tenha como ponto de partida a destruição do modo de vida e da cultura de milhares de pessoas ao lado do Madeira", avalia o professor da UNIR, Luis Novoa, também membro do Fórum.
No dia 16 de abril, os manifestantes se concentrarão pela manhã na Praça Aluísio Ferreira, em Porto Velho, para seguirem em caminhada até o MPF, na Avenida Abunã, em Porto Velho.
Fonte: Fórum Independente Popular do Madeira
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