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Política

Raupp e Casara discutem apoio para os pescadores


A regulamentação da atividade do pescador e o seguro-desemprego para a categoria foram discutidos  durante audiência, em Brasília entre o líder do PMDB no Senado federal, Valdir Raupp(RO)  e o ex-deputado federal, Hamilton Casara.

O senador disse ao ex-presidente do IBAMA que vai trabalhar para que o setor pesqueiro no estado   receba os benefícios pretendidos e  que sejam implementados os instrumentos da política pesqueira, como o fomento à pesca, o apoio ao pescador no período do defeso  e definição de linha de créditos que possam amparar a categoria, dentro da política de contribuição do meio-ambiente.

Hamilton Casara disse que uma questão importante para o setor pesqueiro no estado é que se precisa abrir uma discussão maior com os pescadores no sentido da regulamentação das legislações tanto estadual como federal.

Afirma Casara que as legislações vigentes “têm a intenção de proteger os recursos naturais, mas findam criando um distanciamento entre a comunidade e a proteção ao meio-ambiente”. Para ele, é preciso que haja uma consonância entre os legisladores  e as comunidades ribeirinhas, como as localizadas nos rios  Jamari, Madeira, Mamoré e Guaporé.

“As legislações que estão saindo não servem nem a um lado nem ao outro. De um lado, elas estão prejudicando as famílias de pescadores e as ribeirinhas e, por outro lado, estão sendo ineficazes com relação à proteção do meio-ambiente”, enfatizou o ex-presidente do IBAMA.

Desaparecimento da Amazônia é um exagero

Na entrevista, Hamilton Casara, pré-candidato a prefeito de Porto Velho, nas eleições próximas considerou um exagero as previsões feitas por organismos internacionais e Organizações Não-governamentais-(ONGs)  de que até 2030 , a Amazônia desaparecerá em virtude dos danos que a região vem sofrendo.

Segundo ele,  essas previsões  são feitas como a finalidade de se criar um efeito junto à comunidade para que a destruição da floresta amazônica não tenha prosseguimento. “O certo é que precisamos o modo de produção que temos hoje diante das mudanças que ocorreram no mundo. Hoje, a União Européia tem um mercado aberto para produtos da
Amazônia e diante disso temos que vislumbrar os negócios sustentáveis que têm dentro dos recursos naturais” justificou Casara, explicando que para a produção de gado, soja, milho, cana-a-de-açucar e outras culturas não se precisa ampliar mais as áreas de desmatamentos.

 O que precisamos é investir em ciência e tecnologia  e não operarmos com a lógica de mercado voltada para o ano 1.500, criticou   Hamilton Casara. “O mundo mudou  e precisamos sair da lógica da territorialidade e expansionismo para ingressar na era da ciência e tecnologia marcada para produtividade e sustentatibilidade”, concluiu. 

Fonte: José Ribamar Rodrigues

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