Segunda-feira, 13 de dezembro de 2010 - 11h03
A decisão ocorreu após a recusa da ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Helen Graice em aceitar a ADO n. 10 (Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão), proposta pelo partido, pedindo a regulamentação de matérias existentes em três artigos da Constituição Federal (220, 221 e 223), relativos à comunicação social. “A negativa se deu porque na ação não constava o nome do presidente como representante formal do partido, mas sim o meu. Para solucionar o problema, preenchemos a presidência e deixamos vago o cargo que eu ocupava, de secretário-geral, mas continuo exercendo as duas funções, como já vinha fazendo há dois meses”, explica Afrânio. O PSOL estava sem presidente nacional desde 20 de outubro, quando Heloisa Helena renunciou ao cargo. “Lamentei muito a decisão dela, visto que é um quadro político importante da esquerda brasileira e teria muito ainda a colaborar”, disse ele.
Além da escolha do novo presidente, a reunião do Diretório avaliou e debateu o cenário político brasileiro, que será enfrentado a partir de 2011 com Dilma na presidência. “O que vemos é um reforço da hegemonia burguesa no Brasil, que não questiona a ordem social capitalista. O novo governo estabeleceu um leque de alianças altamente conservadoras e os movimentos sociais precisarão se organiza mais, se mobilizar e ir para as ruas para garantir os direitos do povo”, alertou Afrânio.
A reunião estabeleceu ainda novas resoluções para serem encaminhadas, entre elas a realização de campanhas de filiação ao PSOL; pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição do salário; para afirmar o partido como ecossocialista; contra a reforma da previdência, entre outras. Também foram definidas as datas de realização do 3º Congresso Nacional do PSOL, em 9, 10 e 11 de setembro do próximo ano, e da próxima reunião da Executiva Nacional, no dia 24 de janeiro. Outra ação importante foi a alteração do estatuto da Fundação Lauro Campos, no qual a Diretoria Executiva passou de três membros para cinco e o Conselho Curador de sete nomes para nove.
Saiba quem é Afrânio Boppré:
Afrânio é catarinense, nascido em 1960, professor, economista e doutorando em geografia pela UFSC. Foi vice-prefeito de Florianópolis no período de 1993 até 1996. Exerceu dois mandatos de deputado estadual e foi candidato a prefeito pelo PT (em 1996 e 2004) e também pelo PSOL no ano de 2008 em Florianópolis. Até a decisão do Diretório Nacional do PSOL Afrânio exercia a função de secretário geral do partido. Em 2010 participou da coordenação da campanha de Plínio de Arruda Sampaio.
Fonte: Adilson Siqueira
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