Terça-feira, 19 de novembro de 2019 - 11h47

Na
tarde desta segunda-feira (18), o presidente da Assembleia Legislativa, Laerte
Gomes (PSDB), participou da reunião com o Colegiado Superior do Estado,
realizada na Governadoria do Palácio Rio Madeira. A adoção de medidas
necessárias para dar cumprimento ao mecanismo de controle do Teto dos Gastos
Públicos, para o exercício financeiro de 2019 foi o ponto alto da discussão
entre as autoridades.
Para
o presidente Laerte Gomes, o momento é de encontrar o caminho para o controle
das contas públicas, a fim de evitar o desequilíbrio financeiro.
“Precisamos
reunir forças para garantirmos que as responsabilidades dos Poderes do Estado
se cumpram, afinal, o que estamos discutindo aqui é um problema que atinge a
todos nós. Cumprir o Teto de Gastos é um tema que deve ser de interesse
coletivo, pois o contrário disso pode acarretar uma realidade terrível para
2020. O fato é, tem que cortar gastos”, salientou o presidente.
Sobre
isso, Laerte Gomes ressaltou que a Assembleia já vem fazendo sua parte ao
priorizar uma gestão pautada pela economia de despesas em todos os sentidos.
“E
quando falamos de economizar, volto a dizer que reduzimos desde consumo de
energia elétrica a pagamento de diárias, gastos com combustível, cancelando
empenhos, programando as despesas do ano que vem, entre outras medidas, pois
acreditamos que se cada um não fizer a sua parte, e o Estado não cumprir com o
Teto de Gastos, 2020 será um caos total”, enfatizou o presidente.
O
governador Marcos Rocha afirmou que sua preocupação é de encontrar uma solução
que passe a ser respeitada e que a próxima gestão, “permaneça na mesma linha
sem desviar. Precisamos encontrar uma forma que barre um possível descontrole,
que não venha atender o interesse a A, B ou C, mas sim da população, para que
ela possa se desenvolver e progredir”, citou o governador.
Entenda
O
Teto de Gasto foi estabelecido a partir da aprovação da PEC nº 95/2016, Lei
Complementar nº 156/2016 e da Lei Estadual nº 4.163, de 31 de outubro de 2017,
que autorizaram o Estado de Rondônia a realizar o refinanciamento da dívida do
extinto Beron junto à União.
Trata-se
de um regime fiscal que limita o crescimento das despesas primárias do Estado,
compostas basicamente de custeio, pessoal e juros da dívida, com base no valor
das despesas primárias realizadas no ano anterior mais a inflação prevista para
2019.
Caso
o Estado descumpra esse acordo de refinanciamento da dívida do Beron, a União
poderá executar a dívida de uma só vez, por meio de desconto do Fundo de
Participação dos Estados (FPE), o que implicaria numa perda significativa de
receita estadual, inviabilizando a execução de políticas públicas e também dos
repasses aos Poderes e órgãos autônomos do Estado.
“Por
isso é importante que todos os órgãos se conscientizem da importância em
cumprir esse acordo, uma vez que estamos falando do Estado de Rondônia como um
todo, o que envolve todos os órgãos que dependem da arrecadação estadual para
executarem suas programações orçamentárias”, enfatizou o presidente Laerte
Gomes.
Ao
concluir, o parlamentar citou que, “felizmente, a legislação atual prevê que o
regime será aplicado por dois anos (2018 e 2019), ou seja, a partir de 2020,
caso não haja alteração na legislação, o Estado não estará mais obrigado a
cumprir o teto dos gastos”.
Participaram
da reunião o presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RO), Walter Waltemberg, o
presidente do Tribunal de Constas do Estado (TCE-RO), conselheiro Edilson de
Sousa Silva, o procurador-geral do Ministério Público (MP-RO), Aluildo de
Oliveira Leite, o defensor público-geral, Hans Lucas Immich, o secretário-chefe
da Casa Civil, Junior Gonçalves, o secretário de Estado de Finanças (Sefin),
Luiz Fernando da Silva, o secretário adjunto da pasta, Franco Maegaki Ono, o
secretário de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), Pedro Antônio
Afonso Pimentel, o secretário de Planejamento da Assembleia Legislativa de
Rondônia, Rafael Figueiredo Martins Dias, além de técnicos e assessores dos
poderes e secretarias.
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