Terça-feira, 23 de março de 2010 - 13h45
A Prefeitura de Porto Velho realiza no próximo dia nove de abril, seminário com os integrantes da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher para explicar como funciona a Casa Abrigo, que iniciou suas atividades recentemente. Participam do evento representantes de diversos setores, como justiça, educação, assistência social, PM, Polícia Civil e Ministério Público, dentre outros que fazem parte da rede. O local será o auditório do novo prédio do Tribunal de Justiça, na Avenida Farquar, próximo à antiga explanada das secretarias, das 14 às 18 horas.
Conforme a coordenadora de políticas públicas para mulheres, Mara Regina Araújo, a primeira coisa que deve ficar bem clara é que os parceiros da rede de enfrentamento constituem-se a porta de entrada da Casa Abrigo para as vítimas de violência. “Além disso, também vamos explicar quais as funções de cada profissional que atende na casa – psicóloga, assistente social, advogada e monitoras” -, esclarece.
A Casa Abrigo funciona em endereço que não pode ser divulgado, para garantir a integridade física das vítimas. No local, mulheres agredidas e seus filhos menores de 18 anos poderão ficar por 90 dias, período este em que terão toda assistência por parte do município e da Rede de Enfrentamento, para que não sejam obrigadas a conviver com o agressor. “Basta tão somente que a mulher agredida procure qualquer um dos nossos parceiros para ser encaminhada ao local onde ficará protegida. Como disse, são a porta de entrada”, informa Mara Regina.
Outras atividades
Na última sexta-feira (19), membros da coordenadoria se reuniram com oito mulheres internadas na casa de recuperação para dependentes químicos do sexo feminino, fruto de parceria entre a Prefeitura e Casa Família Roseta. O objetivo, segundo Mara Regina, também foi explicar o funcionamento da Casa Abrigo, política de gêneros e as funções dos órgãos que fazem parte da Rede de Enfrentamento.
Em todas as ocasiões, cartinhas contendo a Lei Maria da Penha são distribuídas ao público. “Nossa intenção é prevenir e coibir os casos de violência contra a mulher”. Exemplares da mesma lei estão sendo encaminhados a outros setores, como à Escola do Legislativo e agências bancárias.
Fonte: Augusto José
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