Quarta-feira, 16 de dezembro de 2009 - 11h46
A Prefeitura de Porto Velho e a Associação Casa Família Rosetta fundaram há cinco meses a Comunidade Terapêutica Nossa Senhora Aparecida, que tem como objetivo recuperar e reinserir na sociedade, mulheres dependentes químicas. Hoje a casa já atende a oito internas, mas tem capacidade para atender vinte. A primeira-dama do município, Lucilene Peixoto e a diretora geral da associação, Giusy Fulco, participaram ontem, 15, da primeira confraternização com as internas da comunidade, que apresentaram duas canções de natal. O coral dos Correios, Vozes do Leste, também se apresentou e recebeu flores ornamentais e artesanatos das internas produzidos por elas. “Tudo o que estamos vendo aqui hoje, é a comprovação que vale apena apostar nos sonhos. Ainda lembro o quanto fomos criticados, eu o Prefeito Roberto Sobrinho, quando apresentamos a proposta. Os resultados da recuperação das mulheres atendidas pela comunidade falam por si só, a presença dos parceiros que junto com a prefeitura apostam no futuro do projeto e das internas é o suficiente para continuarmos a trabalhar por todos e todas”, destacou Lucilene.
Recomeço
No dia anterior a inauguração da casa a comunidade recebeu a primeira interna, a mais recente tem quatro dias. Entre elas a história de uma paciente, de 37 anos, chamou a atenção da primeira-dama. Ela chegou em Porto Velho há 32 dias, e há 31 está internada. O irmão dela mora na capital há 3 anos, e quando descobriu a existência da casa, foi até Santa Catarina, onde ela morava e trouxe a irmã para ser tratada aqui e recomeçar a vida ao lado dele. “O caminho agora está se invertendo, antes as pessoas dependentes químicas, principalmente as mulheres, se quisessem se tratar, tinham que ir embora de Rondônia para outros estados buscar o tratamento. Agora, isto mudou, com esta instituição as mulheres de outros estados vão buscar aqui a ajuda que têm direito, como aconteceu com esta moça”, disse a primeira-dama.
A catarinense já se internou duas vezes e não conseguiu levar os tratamentos à frente e também tentou várias iniciativas de se livrar da dependência, mas nada adiantou. Ela é dependente química há 19 anos, buscou o limite da resistência dela como dependente para saber até onde poderia ir. “Eu descobri, no “fundo do poço”, que não tinha medo de morrer, mas sim de não ter minha vida de volta. Quando o meu irmão me buscou em Santa Catarina para vir para Porto Velho, eu vi que era uma oportunidade que não poderia desprezar, afinal eu teria um familiar próximo e uma nova proposta terapêutica. Realmente aqui me sinto em casa, já desisti de três faculdades, de relacionamentos e da família por causa da dependência, agora eu sei que posso mudar isto e recomeçar a vida aqui em Porto Velho, que tem muita
oferta de trabalho e vou refazer a minha vida”, disse ela à primeira-dama, Lucilene.
Atendimento
As paciente ficam internados em regime fechado por 9 meses. Depois vem o semi-aberto e por último o tratamento no domicílio. Não há custo para a interna e nem para a família. A prefeitura de Porto Velho, através de convênio assinado pelo prefeito Roberto Sobrinho e a Associação Casa Família Roseta, garantiu a manutenção da comunidade e a contratação de funcionários. Para se internar é preciso fazer uma triagem e segundo a coordenadora da casa, Lorena Pinheiro, há um perfil de paciente específico. As famílias ou as próprias dependentes podem se dirigir ao centro de triagem que funciona da Rua Marechal Deodoro, 1213, no bairro Areal ou pelo telefone 3224-5112.
A instituição funciona da BR 364, no quilometro 28, próximo ao município de Candeias do Jamari. A coordenadora da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Mara Regina, também esteve no evento além de representantes de outros parceiros da instituição.
Fonte: Fabrícius Bariani
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