O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de Rondônia - SINDUR, entidade sindical que representa os trabalhadores e trabalhadoras das empresas do sistema Eletrobras neste estado, informa a população que, com a frustação da conciliação conduzida pelo Ministro Carlos Alberto Reis, Presidente do Tribunal Superior do Trabalho – TST, no dia 1º de agosto de 2013, os (as) eletricitários (as) trabalhadores (as) da Eletrobras Distribuição Rondônia (antiga CERON), Eletrobras Eletronorte, Eletrobras Furnas e Eletrobras Eletrosul, estarão retomando à greve por tempo indeterminado a partir da próxima Segunda Feira (05.08), pelos motivos abaixo expostos:
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Nos últimos 23 (vinte e três) anos, ou seja, desde 1990 (época do governo do ex-presidente Collor), os processos de negociação dos acordos coletivos ocorreram entre as partes, empresas e trabalhadores (as), sem a necessidade de ajuizamento de dissídio coletivo, instrumento que só deve ser utilizado em casos externos, o que demonstra a incapacidade da direção da Eletrobras e de suas empresas de conduzir o processo, tendo de se submetido a órgão de segundo escalão do Governo Federal;
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As empresas do Sistema Eletrobras querem retirar dos (as) trabalhadores (as) do setor direitos que foram conquistados após anos de luta, imputando ao seu quadro funcional, o prejuízo de algo em torno de 6 (seis) bilhões de reais, decorrentes de mudanças de regras no setor provocada pelo Governo Federal ao disciplinar novas condições para a renovação das concessões das empresas geradoras, distribuidoras e transmissoras, que tiveram o objetivo de baratear o preço da energia, fato que não ocorreu em Rondônia, tendo em vista que a isenção de tributos na tarifa foi compensada com o aumento da alíquota do ICMS pelo Governo do Estado;
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São as mesmas empresas do sistema Eletrobras, que querem cortar direitos dos (as) trabalhadores (as), que contraíram empréstimo no valor de 2,5 bilhões de reais do BNDES, dinheiro do FGTS de toda a classe trabalhadora brasileira, para pagar dividendos aos seus acionistas mesmo com o prejuízo acima, fato inconcebível em empresas controladas pena União;
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As empresas do Sistema Eletrobras, sob a alegação de necessidade de diminuição de custos com pessoal, estarão demitindo até final de 2014, mais de 4.000 (quatro mil) trabalhadores (as) sem reposição de quadro, o que significará acúmulo de trabalho para os que não forem demitidos e piora na qualidade dos serviços prestados à população;
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Ao mesmo tempo em que demite 4.000 (quatro mil) trabalhadores (as), mantem de forma vergonhosa e burlando as regras de admissão no serviço público, a contratação de algo em torno de 160 assessores contratados sem concurso público, com base no Art. 37 da Constituição Federal, em alguns casos, com vencimentos superiores a 20.000 (vinte mil) reais por mês, os quais apenas uma minoria vem contribuindo com o setor elétrico e a sua maioria foram “ocupados” apenas para atender pedidos de políticos como os Senadores Renan Calheiros, Romero Jucar, Valdir Raupp, José Sarnei e outros mais;
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A luta dos (as) eletricitários (as) de todo o Brasil, não se resume em questões corporativas da categoria. Ao combater o uso eleitoreiro das empresas do sistema Eletrobras conforme acima citado, ao combater a demissão de 4.000 (quatro mil) trabalhadores (as) sob a alegação de necessidade de cortes de custos com pessoal, estamos defendendo a manutenção de uma mão de obra qualificada que teve anos de investimentos em formação, que é possuidora do conhecimento técnico e científico imprescindível para a melhoria da qualidade dos serviços hoje prestados à população;
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Os (as) Eletricitários (as) do sistema Eletrobras repudiam a administração privatista do setor elétrico brasileiro, que são os mesmos que venderam, entre outras, as seis distribuidoras de energia elétrica do Grupo Rede, cujos proprietários deixaram um rombo de 6 bilhões de reais no mercado e fugiram para a Europa.
Por fim, conscientes da importância dos serviços de energia elétrica para a população do Estado de Rondônia, informamos que somente os serviços essenciais à população serão mantidos, observando e cumprindo a decisão do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho.
A DIREÇÃO

Sexta-feira, 26 de dezembro de 2025 | Porto Velho (RO)