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Laerte Gomes denuncia cartelização e combinação de preços pelos laticínios

Presidente criticou atuação das empresas do setor, prejudicando os produtores e a economia de Rondônia


Foto: Marcos Figueira-Decom-ALE-RO - Gente de Opinião
Foto: Marcos Figueira-Decom-ALE-RO

Durante a audiência pública, realizada na manhã desta quinta-feira (16), para debater os desafios da cadeia produtiva do leite, o presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), denunciou a existência de um sistema de cartelização e de combinação de preços, por parte dos laticínios.

Ele lembrou quando a cadeia produtiva do gado de corte enfrentava situação semelhante, com baixos preços pagos aos produtores e a Assembleia Legislativa instalou uma CPI, que foi importante para uma solução.

"Na época, se questionava a cartelização e a combinação de preços, pelos frigoríficos. Nos laticínios, temos combinação de preços, temos cartel sim. E quem lidera essa combinação, esse cartel é o laticínio Italac. O representante do laticínio Toya, presente aqui nesta audiência, negou que exista cartel e combinação de preços. Mas, depois chegou a admitir que eles se reúnem para discutir preço sim. Se reúnem, esperam o Italac pagar e também mandam por fora, sonegando imposto estadual e federal. É bom a Sefin ficar de olho e multa neles", denunciou.

Presente à audiência, o secretário adjunto da Sefin, Franco Ono, anunciou que irá determinar uma apuração nas denúncias apresentadas pelo presidente da Assembleia. "Vou determinar à nossa equipe que apure esses fatos ", afirmou.

O presidente denunciou ainda que, "o Italac e o Tradição, hoje mais o Italac, tem uma estratégia de entrar numa região, pagar um preço melhor ao produtor e quebrar os pequenos, depois compra por preço de banana. A terceira é a pior: aquela empresa que gerava emprego é fechada, gerando desemprego. Isso ocorreu na BR-429, por exemplo, como é o de conhecimento de todos. Precisamos fazer alguma coisa. Isso aqui não pode ser só mais uma audiência pública".

Segundo ele, "o caminho é o cooperativismo, não apenas de tanques de leite, mas de laticínios. A cooperativa não vai roubar do seu dono. É um modelo que precisamos buscar e implantar em Rondônia, como forma de regular o preço. Enquanto isso não acontece, o Estado precisa ter coragem e reduzir incentivo fiscal dos laticínios, que não repassam aos produtores. O consumidor é vítima também, pois paga mais caro. Eles majoram os bolsos deles, tirando do suor de cada produtor de Rondônia".

Laerte garantiu ainda que "doa a quem doer, vamos pra cima. Se tiver que revogar, derrubar essa lei de incentivos, vamos derrubar. Temos dois contracheques em Rondônia: dos servidores públicos e do leite". Ele atestou ainda o seu respeito ao empresário de laticínio Pedro Bertelli, que sempre participa das discussões ligadas ao setor.

"Produtores estão sofridos com o alto custo de produção e o baixo preço que recebem pelo litro de leite entregue aos laticínios. Os atores principais aqui são os produtores, que sentem na pele o que ocorre com a produção de leite e sofrem com uma renda cada vez menor", finalizou.

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