Segunda-feira, 30 de novembro de 2009 - 15h15
O diretor geral do Hospital de Base Ary Pinheiro, médico Amado Rahhal, disse, na manhã desta segunda-feira, 30, que o Laboratório de Análises Clínicas do HB está funcionando normalmente. Afirmou que os servidores voltaram a ser lotados na unidade após a determinação da Justiça. O diretor desmentiu boatos de sindicalistas e desconsidera a opinião do Conselheiro Raimundo Nonato, dizendo que vai processá-lo para que prove as afirmações inverídicas sobre a existência de “caixa dois” no hospital.
Rahhal disse que não entende porque a terceirização do HB gerou tamanha polêmica, uma vez que tanto o Hospital João Paulo II e a Policlínica Oswaldo Cruz trabalham com laboratórios terceirizados e pagos com a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso também acontece no Hospital Infantil Cosme e Damião, no Cemetron e no Sistema prisional.
Segundo ele, os sindicalistas estão querendo fazer campanha política sobre a questão. Quanto aos servidores do laboratório - num total de 72, entre profissionais de nível médio e superior - tiveram a escala de serviços mantida, uma vez que haviam sido remanejados e relotados em outras unidades em atividades compatíveis, como o Laboratório Central, a Fundação Hemeron e o próprio Hospital de Base, inclusive os de área administrativa.
Custos elevados
Amado Rahhal explicou que com a implantação de novos serviços e cirurgias de alta complexidade no HB e ainda os programas de Residência Médica, bem como a condição do hospital funcionar como escola, os serviços do laboratório e a manutenção de equipamentos tiveram os custos elevados. “Exames que não são realizados na unidade, que dependem da aquisição de kits também encarecem o serviço, além de exames que dependem da remessa para outras localidades, são fatores que complicam o funcionamento do laboratório”, afirma.
Para o funcionamento a contento “são necessários investimentos em equipamentos na ordem de R$ 1 milhão. O valor dos serviços terceirizados estaria em torno de R$1,8 milhões ao ano, enquanto que somente o valor da folha dos servidores do laboratório soma R$ 2,9 milhões ao ano. Cerca de 25% dos procedimentos laboratoriais do HB já estão terceirizados. Por esses fatores, optamos pela terceirização que não é uma atividade proibida. O serviço é terceirizado pela tabela SUS. O hospital cede o espaço ao prestador do serviço que retorna uma contrapartida para custeio de água e energia. Tudo isso é estabelecido em contrato e não esconde nenhuma irrregularidade”, afirma Rahhal.
Fonte: Decom
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