Sexta-feira, 26 de outubro de 2007 - 13h14
Índios de várias aldeias atendidas pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) Porto Velho e Vilhena, órgãos executivo da Coordenação Regional da Funasa de Rondônia (Core-RO), estão habilitados a exercer o trabalho de identificação e solução de problemas relacionados ao saneamento básico. Eles fazem parte do grupo de 33 novos Agentes Indígenas de Saúde (Aisan) que acabam de ser formados pela instituição.
Entre as atividades desenvolvidas pelos Aisans estão à operação dos sistemas de abastecimento de água instalados nas aldeias; manutenção dos sistemas de esgoto; orientação do uso dos módulos sanitários individuais; levantamentos de dados cadastrais; ações de educação em saúde e ambiental, entre outros.
João Tenharim, indígena da aldeia Taboca, ressaltou a importância da capacitação para a melhoria da saúde na aldeia. "Questões como limpeza e tratamento da água discutida durante o curso podem trazer benefícios importantes, portanto, vou levar os conhecimentos recebidos aqui para os meus parentes, pois juntos podemos mudar a atual realidade". Sobre a opção de treinar o próprio índio, ele disse que o caminho escolhido pela Funasa foi o melhor. "Nós conhecemos mais a comunidade do que qualquer outra pessoa".
O vice-presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena, Silas Oro Não, declara que a formação é importante para os indígenas e para a Funasa. O fato dos próprios 'parentes' estarem sendo preparados para trabalhar nas suas comunidades é uma grande conquista que certamente trará bons resultados.
"Pretendo após este curso, trabalhar a prevenção na minha aldeia, orientando e instruindo com relação a problemas sérios, como a qualidade da água. Espero ainda, provocar mudanças na minha comunidade", afirmou o indígena Cleudo Tenharim. Sobre a estratégia da Funasa em formar Aisan membros da comunidade, ele ressalta, "o índio terá menos problemas em convencer a comunidade de participar do trabalho de saneamento, que é necessário para a melhoria da saúde na aldeia".
A responsável pela Divisão de Engenharia de Saúde Pública (Diesp), Antônia Catunda, explicou que não seria correto a Funasa apenas colocar melhorias de saneamento nas comunidades indígenas se não preparar pessoas da própria para acompanhar e orientar sobre a utilização desses benefícios.
Fonte: Ascom
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