Segunda-feira, 2 de julho de 2007 - 15h20
Policiais militares da Tropa de Choque e da COE reprimiram com violência a greve de motoristas e cobradores na manhã desta segunda-feira em Porto Velho. Pelo menos seis trabalhadores do transporte coletivo de Porto Velho ficaram feridos, entre o presidente e mais dois dirigentes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (SITETUPERON). Foram usados spray´s de pimenta e bombas de efeito moral, além de escudos e cassetetes, contra os trabalhadores que reivindicam melhores salários e condições de trabalho.
A agressão, em frente à garagem da empresa Três Maria, foi a mais violenta do movimento e ocorreu porque os trabalhadores protestavam contra as pressões da empresa aos motoristas e cobradores que queriam aderir ao movimento. A empresa chegou a fechar os portões da garagem para impedir a saída dos trabalhadores após ameaçá-los de punições severas e até demissões.
A violência começou ainda dentro do pátio, quando o presidente do SITETUPERON, José Ribamar, tentou uma negociação com representantes da empresa. Porém, na presença de uma grande quantidade de policiais e diante de diretores da empresa Três Marias, os trabalhadores foram praticamente coagidos a dizer que não queriam sair, fato denunciado pela direção do sindicato.
Ao protestar contra o que consideraram assédio moral, dirigentes do SITETUPERON, da CUT e de outros sindicatos que apóiam a greve foram arrastados pelos policiais que passaram a agredi-los com cassetetes. O vereador José Wildes de Brito (PT) e o presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, Hermínio Coelho (PT), compareceram ao local e manifestaram apoio aos trabalhadores em greve.
Logo no início da manhã a disposição das empresas de usarem a violência contra os trabalhadores já era iminente. Após liberarem apenas 30% da frota, atendendo à legislação, os grevistas se recusaram a colocar mais ônibus em circulação e se concentraram em frente às garagens em manifestação. Inconformadas com a paralisação, as empresas utilizaram outros veículos para tentar atropelar os manifestantes.
Na empresa Rio Madeira um dos gerentes avançou em alta velocidade com uma caminhonete em direção aos trabalhadores, atingindo vários deles. A guarnição da Polícia Militar, que estava no local, deu voz de prisão ao condutor do veículo e o recolheu à Central de Polícia para registro de ocorrência.
Na empresa Três Marias um mecânico teria recebido ordens da empresa para avançar com um ônibus de manutenção contra os manifestantes, e acabou atingindo violentamente um veículo que estava no local. Apesar das ações da empresa, os trabalhadores mantiveram a greve.
Os motoristas e cobradores reivindicam a manutenção da função e do número de cobradores; reajuste de 7%; salário de motorista de microônibus igual ao de motorista convencional; respeito à jornada de trabalho nos horários de maior movimento (pico) e aumento no repasse para assistência médica. O presidente do SITETUPERON, José Ribamar, disse que a violência utilizada pelas empresa revolta ainda mais os trabalhadores e fortalece o movimento, com mais adesões à greve.
Fonte: Adércio Dias
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