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Greve em Rondônia completa 15 dias com protesto nas ruas


 
O protesto, que começou em frente ao Palácio do Governo, teve a participação de aproximadamente dois mil professores e técnicos administrativos educacionais da Capital e do interior.

Durante a manifestação os grevistas se revezavam ao microfone para chamar a atenção dos comerciantes, dos empregados do comércio, e da sociedade em geral, para os problemas da educação.Greve em Rondônia completa 15 dias com protesto nas ruas - Gente de Opinião

A categoria denunciou que o salário da educação em Rondônia é o mais baixo entre todos os servidores do Poder Executivo, e está entre os piores do país.

Na tarde de quarta-feira, dia 07/03, a direção do Sintero e o comando de greve dos trabalhadores mais uma reunião com representantes do governo do Estado visando à negociação da pauta de reivindicações da categoria.

A reunião ocorreu no Gabinete do secretário Chefe da Casa Civil, Juscelino Moraes do Amaral e também contou com a participação do secretário de Estado da Educação, Julio Olivar, e do assessor especial do governo, Mário Jorge.

Além do presidente do Sintero, Manoel Rodrigues e do diretor de Assuntos Jurídicos do sindicato, Nereu Klosinski, participaram do encontro o advogado Hélio Vieira, o presidente da CUT/Rondônia, Cleiton Silva, e representantes de todas as Regionais.

O primeiro ponto discutido foi uma reformulação emergencial do Plano de Carreira (Lei Complementar nº 420/2008) para resolver o problema de enquadramento de professores e técnicos administrativos.

O governo mantém o reajuste salarial de 6,5% para todos os servidores e propôs uma alteração emergencial na tabela salarial dos trabalhadores em educação utilizando os recursos de 25% destinados à educação.

De acordo com a proposta, o governo aceita, por exemplo, a criação do cargo único de professor da educação básica com reenquadramento para os que concluíram Licenciatura Plena, o que resolveria a situação dos professores que elevaram nível e dos que esperam a elevação; o reenquadramento dos técnicos administrativos em dois níveis, sendo um para nível médio e outro para nível superior, acabando com a disparidade existente entre salários da mesma função; um reajuste de 30% em todas as gratificações de professores e técnicos administrativos, incluindo supervisores e orientadores, passando para os seguintes valores:

 

PROFESSORES

- Gratificação de docência de R$ 200,00 para R$ 260,00
- Gratificação de professor em sala de aula de R$ 130,00 para R$ 169,00
- Gratificação de professor lotado em escola fora da sala de aula de R$ 150,00 para R$ 195,00.

SUPERVISORES O ORIENTA
DORES


- Gratificação de efetivo trabalho de R$ 100,00 para R$ 130,00
- Gratificação de Unidade escolar de R$ 130,00 para R$ 169,00

 

TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS

- Gratificação de incentivo à educação de R$ 220,00 para R$ 286,00
- Gratificação de Unidade Escolar de R$ 90,00 para R$ 117,00

Além disso, o governo propõe disponibilizar R$ 400 mil em abril e R$ 100 mil por mês para pagamento da licença prêmio; uma reformulação geral do Plano de Carreira até o final de abril; e novas negociações sobre novo aumento salarial, pagamento de licença prêmio e auxílio alimentação depois que for efetivada a transposição. Fazia parte da proposta, ainda, um novo encontro entre governo e sindicato, desta vez com a presença do governador Confúcio Moura (PMDB).

O Sintero havia, inclusive, marcado assembleia para a tarde desta sexta-feira para que a categoria pudesse avaliar e deliberar se aceita ou rejeita o que foi proposto.

No entanto, na tarde de quinta-feira o governo comunicou ao sindicato que a reunião de sexta-feira estava cancelada e que precisaria de mais tempo para calcular o impacto na folha de pagamento e verificar possibilidade de cumprir o que foi proposto.

Na segunda-feira mais caravanas do interior são esperadas para novas manifestações em Porto Velho e para acompanhar a reunião com o governo, e na terça-feira haverá assembleias simultâneas em todas as Regionais para que a categoria possa avaliar a proposta.

Por enquanto as assembleias de trabalhadores tem decidido que a greve deve continuar. Em algumas localidades a adesão é de 100%, enquanto em outras há escolas funcionando precariamente com professores emergenciais.
O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, disse que está do lado dos trabalhadores em educação até o fim, e que a greve só acaba quando a categoria decidir, quando o governo apresentar uma proposta que atenda às necessidades dos profissionais da educação.

Fonte: Sintero

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