Porto Velho (RO) domingo, 24 de janeiro de 2021
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gillettePRESS: Policial carrasco, ou carrasco policial?


Segurança ou algoz?

Policial, ou bandido? Gente, ou animal? Pai de família, filho de uma santa mãe, irmão?

Esposo, tenho certeza que não (pois não acredito que alguma mulher tivesse coragem, de casar com tal tipo).

Policial carrasco, ou carrasco policial?

Bandido Policial ou Policial Bandido? Às vezes me pergunto se somente eu sofro com esse dilema. Serei só eu? Acredito sinceramente que não; e mais me assustam os que possuem essa resposta: serão oportunistas ou enganados como nós.  Mais um caso de violência na museológica Porto Velho - com requintes de crueldade. Seria, apenas, mais um, se não chamasse atenção pelos protagonistas do episódio. Dois policiais militares (fardados e com automóvel chapa branca). Não me contaram. Eu assisti (com estes meus olhos bem abertos), e ouvi o baforejo dos carrascos, e o desespero do homem que apanhava. Mais gente assistiu. E, os batedores, nem aí... parecia, até, que estavam felizes, e conquistando uma medalha do Pan, ou acrescentando mais um ato de heroísmo na ficha funcional, que lhes garantirá promoção, no futuro. Quiçá, uma medalha de honra ao mérito.

Cangaceiro

Não me deixam dúvidas de que esta cidade não nasceu para viver em vida (me perdoem a redundância) o pesadelo de noites mal-dormidas. Bandido Policial ou Policial Bandido? Deflorar palavras sobre os bandidos de carteirinha não me agrada, mas em relação à polícia bandida me pergunto: qual foi o capítulo que perdi? Um policial bandido quando ingressa na corporação jura “preservar a ordem pública” - mas, isto inclui oferecer proteção e garantia de tranqüilidade e segurança para todos, criando com os cidadãos uma relação de confiança e respeito mútuo, em conformidade com os princípios éticos e legais. Morais.

Vocação ou esconderijo

Para mim pouco importa quanto ganham, seus problemas de infância, seus chefes corruptos, a insalubridade do seu serviço, e, ainda, os plantões de duzentas horas. O que me importa é uma resposta simples e objetiva: foram obrigados a ser policiais? Se a resposta for negativa, o mínimo que se espera é o cumprimento do juramento e da missão aos quais se propõem e se não o fizerem, que sofram as penalidades devidas. Só isso. Entre os valores da corporação, ufanam-se em dizer “Orgulho de ser policial”, “Uso gradativo da força”, “cordialidade”, etc. Nunca fui parado cordialmente  numa blitz; aliás, morro de medo de blitz. Bandido Policial ou Policial Bandido?

Eu vi !

Noite de sexta-feira (vinte e sete de julho), mais/ou menos 21 horas, na rua Campos Sales,bairro Nova Floresta, a duas quadras do Hospital João Paulo II, arrepiei-me - ou melhor, eles me arrepiaram - pela ação de policiais com a frieza de quem não tem coração (nem alma): dois policiais dobram uma esquina, em velocidade anormal, estacionam o Gol chapa-branca, com as portas abertas, contra o meio-fio do passeio, e saltam... armados com cassetete - não vi revólver - jogam um coitado (ou bandido?) de roupa azul, contra o muro, e sem dar qualquer chance descem o cassete - como se diz lá no sul - sem dó e nem piedade. Mulheres por perto, correm em disparada, com medo que sobrasse para elas. Eu, que passava pelo local, recém desembarcado do ônibus, de volta do meu trabalho, ao ver a cena, ameacei aproximar-me para entender o que estava acontecendo. Mas, minha companheira puxou-me pelo braço, nos afastando, com medo de sermos, também, atacados. Fomos para casa, entristecidos pelo que testemunhamos.

- A mim não importa as razões da agressão policial. Quem apanhava poderia ser ladrão, assaltante, bandido. Mas, a os PMs não podiam fazer justiça, ali, com as próprias mãos. Não é essa a sua função. Deviam reprimir, prender (com força, se fosse o caso), recolher o meliante à delegacia. Mas, executar aquele homem, não.

- É por essa e outras razões que a comunidade vibra com a reação ao crime. Reação de quem? Policiais bandidos ou bandidos policiais? A ação de proteger a população está na mão de quem? Policiais Bandidos ou Bandidos Policiais?

E o judiciário... Outro capítulo.

Tenho medo, como muita gente tem. Tenho medo de descrever este fato. Mas, alguém deve fazer, para que as autoridades tomem conhecimento do comportamento de seus subordinados, que agem na escuridão da noite, em locais afastados, para extravasar seus instintos animalescos.

Sem tesão

Muito atribulado, triste, e temeroso por alguma coisa que possa me acontecer pelo que escrevi, termino esta coluna, por aqui, rezando para que nada de mal me aconteça, neste final de semana. E, que os denunciados não venham tirar satisfação, e nem vingar-se de mim. Sem represálias.

Para refletir

Corra, que a polícia vem atrás!
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