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Farinha: Agricultores buscam alternativas para mecanização


Na comunidade de Araçá os agricultores fabricam a farinha de forma artesanal, ou seja, todo o processo, desde descascar a mandioca, até ralar e secar é feito manualmente. Em Novo Engenho Velho, recebidos pelo presidente da associação dos agricultores da comunidade, Rogério Rodrigues e acompanhados pelo engenheiro agrônomo e extensionista da Emater Janderson Dalazem, os agricultores em excursão tiveram a oportunidade de conhecer uma indústria de uso comunitário para transformação da mandioca.

As comunidades visitadas são consideradas áreas de reassentamento porque os agricultores moravam às margens do Rio Madeira, exatamente na área onde foi instalado o canteiro de obras da usina hidroelétrica Santo Antônio, e foram reassentados na nova comunidade construída no modelo de agrovila. A empresa Santo Antônio Energia foi quem contratou a Emater para prestar assistência técnica na região e adquiriu equipamentos modernos para apoiá-los na produção agrícola e na fabricação da farinha.

Depois de visitar a Novo Engenho Velho o grupo se dirigiu à comunidade de Riacho Azul onde os agricultores também produzem farinha de mandioca, mas de modo individual ou em grupos familiares. Estes agricultores conseguem excelente rendimento na produção de farinha. Com a mecanização de suas casas de farinha conseguiram reduzir o tempo de serviço. Antes começavam a trabalhar às cinco horas da manhã e agora podem começar às sete horas, e com menos pessoas produzem o dobro do que conseguiam quando era tudo manual.

O agricultor Francisco das Chagas Ferreira, da comunidade de Araçá, na Resex Cuniã, disse ter ficado impressionado com a facilidade para se torrar a farinha no forno mecanizado, e com a simplicidade do sistema. Disse ainda que em sua comunidade são produzidas seis toneladas de farinha por mês, mas se tivessem essa tecnologia poderiam mais que dobrar sua produção.

Os extensionistas da Emater Jairo Jair e Audízio Carneiro acompanharam os agricultores do Projeto de Assentamento Rio Madeira na excursão. Eles consideram importante para os agricultores, que também eram ribeirinhos e estão passando por um processo de mudanças principalmente quanto à organização social, com a experiência vivida pelos reassentados da Empresa Santo Antônio Energia.

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