Quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 - 21h05
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Em dezembro o percentual de famílias que se consideram muito endividadas foi de 14,9%, uma queda em relação aos 15,7% de novembro. Os que se consideram mais ou menos endividadas, tiveram um aumento dos 25% de novembro para os atuais 26,8%. As famílias que se dizem pouco endividadas caíram de 28,6%, em novembro, para 24,3% em dezembro. As que não tinham dívidas aumentaram de 30,6% em novembro, para 34% em dezembro. Entre as famílias em atraso predominam as com contas atrasadas acima de 90 dias de atraso (40,6%) seguida dos que tem dividas em até 30 dias (38,7%), e as com atraso entre 30 e 90 dias são 20%. Apenas 0,6% não souberam dizer ou não responderam. A parcela da renda comprometida com dívidas, porém, teve uma queda de 29,2%, em outubro, para 28,4% em novembro. O nível de renda das famílias com comprometimento de mais de 50% da renda subiu de 20,4% em outubro para 21,2% em novembro. Entre 11 e 50% estão comprometidas as rendas de 40,7% das famílias e 29,5% tem um comprometimento abaixo de 10%.
Entre os principais tipos de dívidas, em dezembro, a predominância continua a ser dos cartões de crédito, porém, com uma queda de 43,8% das famílias, em novembro, para 38,3% em dezembro. Também os carnês que representavam 42,1% das dívidas, em novembro, agora somente representam 36,4%. Em seguida aparece, surpreendentemente, em 3º lugar o crédito pessoal que representava 12,3% das dívidas em novembro e subiu para 16% em dezembro. O crédito consignado aparece em quarto lugar com 9,6% seguido do financiamento de carros com 8,4% das dividas. A diminuição do endividamento parece contrastar com o aumento das contas em atraso e com o maior número de famílias que não podem saldar suas dívidas, todavia, somente parece refletir que, no entusiasmo das boas perspectivas que a economia local atravessa, muitas famílias consumiram além de suas possibilidades imediatas, utilizando o crédito e, mesmo numa época sazonal de maior consumo, tiveram que colocar o pé no freio para rearrumar seu orçamento. Ainda assim as perspectivas são positivas e a perspectiva e a intenção de consumo continuam altas o que, com o crédito mais acessível, tende a induzir que teremos um impacto maior sobre a venda de duráveis sem que o consumo diminua substancialmente. Fonte: Fecomercio |
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