Terça-feira, 29 de maio de 2007 - 06h35
Senador Raupp e a deputada Marinha
participam de reunião sobre implantação do
Crédito Carbono para hidrelétricas de Rondônia
Uma reunião ocorrida no Ministério da Ciência e Tecnologia entre o ministro Sérgio Machado Rezende, o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp(RO), a deputada Marinha Raupp(PMDB-RO) e o presidente da Hidroluz Centrais Elétricas, Eroná Lopes serviu para discutir a viabilidade de aprovação do projeto Crédito Carbono para as hidrelétricas que operam no estado de Rondônia com a finalidade de reduzir o efeito estufa na camada de ozônio.
Durante o encontro, Eroná Lopes expôs a necessidade de aprovação desse crédito que integra as políticas do Programa Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, coordenado pelas Organização das Nações Unidas (ONU) nos países industrializados, em relação ao ambiente que integra as normas do Protocolo de Kyoto sobre as mudanças climáticas.
Segundo ele, as empresas precisam apresentar projetos em vários setores, a exemplo das pequenas usinas hidrelétricas para ter acesso as Reduções Certificadas de Emissão e vender tais créditos aos países que poluem o meio ambiente.
O senador Raupp e a deputada Marinha anunciaram que apóiam integralmente o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo(MDL| que se destina a reduzir a poluição ambiental no mundo e que conta com o aval da Organização das Nações Unidas.
Entenda os créditos de carbono
O Protocolo de Kyoto, um adendo da Convenção da ONU sobre as Mudanças Climáticas, foi aprovado em 1997 e entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005. Foi ratificado pela grande maioria dos países industrializados com exceção dos Estados Unidos e da Austrália e por muitos países em desenvolvimento.
Seu objetivo consiste em melhorar o clima do planeta na próxima década. Para isso, determina que os países desenvolvidos principais responsáveis pela emissão de gases causadores do efeito estufa (GHG) devem implantar, até 2008, medidas que reduzam em pelo menos 5% o total de emissão de gases. A base de comparação é o total emitido em 1990. O prazo para comprovar a redução expira em 2012.
Para alguns países, como o Japão e a Alemanha, é praticamente inviável alcançar essa meta. Assim, foram criados mecanismos de flexibilização, por meio dos quais os países ricos podem promover a redução fora de seu território. Essa alternativa ficou conhecida como Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), sendo a negociação de créditos de carbono sua forma transacional.
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