Sábado, 14 de julho de 2007 - 23h33
A SOPH é a responsável pela administração do Porto Organizado da capital, pelo qual passa boa parte das exportações de Rondônia, que alcançaram US$ 195,06 milhões no primeiro semestre, um recorde histórico que soma US$ 65 milhões ao resultado obtido no mesmo período do ano passado.
Um daqueles novos horizontes de trabalho inclui o estabelecimento de uma rota de mão dupla, a partir de 2008, entre a Amazônia Ocidental e os principais portos oceânicos do Nordeste, como Cabedelo (PB) e Suape (PE).
A engenharia de negócios envolvida nesta iniciativa, que irá envolver órgãos federais, como a Conab e o Ministério da Agricultura, bem como acordos entre Estados da Federação, obedece a uma lógica simples: embarcamos grandes volumes de grãos, armazenados no noroeste de Mato Grosso, e, eventualmente, também em Rondônia, que são adquiridos todo ano pelo Governo Federal para abastecer seus programas de segurança alimentar e de preços mínimos, e destinamos a carga para os estados do Nordeste, trazendo de lá o sal mineral, fertilizantes e outros insumos indispensáveis para o setor agropecuário, a um custo incomparavelmente menor, com ganhos de eficiência, tempo e racionalidade, explica a presidente da SOPH, Leandra Vivian.
A viabilidade da mudança do modal rodoviário para o hidroviário nestas operações, que envolvem o deslocamento de milhares de toneladas de arroz, feijão e milho, tem respaldo em dissertação de mestrado apresentada em fevereiro deste ano na Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UnB), pelo pesquisador Ivo Manoel Naves, funcionário de carreira da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Um dos dados levantados pelo trabalho, intitulado A Remoção dos Estoques Públicos através do Corredor Noroeste: Análise sob a Ótica da Logística do Agronegócio, revela que, com um litro de óleo diesel, um caminhão desloca uma tonelada de carga por até 19 km. Com o mesmo volume de combustível, uma embarcação fluvial (balsa) deslocaria a mesma tonelada por até 217 quilômetros.
Hoje, a saca de milho que é adquirida por R$ 11,00 custa mais R$ 22,00 apenas em frete para chegar até o Nordeste, reforça Leandra, ressaltando que o projeto de trabalho, no qual estão envolvidos técnicos da SEAPES, SOPH, MAPA e Conab, pode começar a ser operacionalizado a partir das próximas safras de arroz, feijão e milho.
Fonte: A/I SEAPES
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