Terça-feira, 8 de novembro de 2011 - 09h17
As dificuldades enfrentadas no dia – a – dia pelas pessoas surdas foram amplamente discutidas durante audiência pública que a Câmara Municipal de Porto Velho realizou na tarde de ontem segunda – feira, 7.
O vereador Jurandir Bengala (PT), autor da propositura que solicitou a sessão, disse que acompanha de perto essa realidade porque tem um filho de dezoito anos e uma filha de dezesseis que são surdos. “Essas pessoas são bastante inteligentes, mas não existe incentivo por parte da sociedade e principalmente das escolas”, lamentou o parlamentar.
Segundo a presidente da Associação de Intérpretes, Familiares e Professores de Surdos do Estado de Rondônia, Ariana Boaventura, o principal problema enfrentado por quem pertence a esse grupo social é a falta de professores especializados e intérpretes da Língua Brasileira de Sinais – Libras. “Não existem professores bilíngüe e os alunos precisam ser alfabetizados”, enfatizou.
Essa falta de profissionais habilitados para viabilizar a educação de quem tem surdez foi a principal problemática apontada pelos surdos que discursaram durante a solenidade por meio de Libras. “É muito grande o atraso de Rondônia por isso a minha missão é ajudar a buscar soluções para esse problema”, externou Indira Stedile Moura, que fez faculdade em Natal, no Rio Grande do Norte, onde se formou em Sistema de Informação.
Mesmo com essa carência, a Prefeitura Municipal de Porto Velho que não conta com nenhum intérprete nos seus quadros, abriu apenas uma vaga para esse cargo no concurso público da Secretaria Municipal de Educação previsto para o próximo mês de janeiro, o que provocou a irritação do vereador Cláudio da Padaria (PC do B).
“Isso é imoral”, criticou o parlamentar, sugerindo aos seus pares que a Casa de Leis encaminhasse um documento ao prefeito Roberto Sobrinho (PT), inclusive com uma ata da reunião para que o chefe do Executivo se sensibilizasse diante da problemática e autorizasse a abertura de mais vagas para interpretes.
Estima – se que em Rondônia existam vinte mil pessoas surdas, sendo oito mil somente na Capital. A falta de políticas públicas para essa faixa da população está chamando a atenção das autoridades. Além da Câmara Municipal, a Assembleia Legislativa já realizou um debate sobre a questão e o deputado Mauro Nazif (PSB) que participou da Audiência no Legislativo portovelhense anunciou que vai levar a temática para o Congresso Nacional. “ Vamos convidar representantes de vários segmentos como os Ministérios da Saúde e Educação”, adiantou o parlamentar.
Fonte: João Albuquerque
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