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Amorim integra CPI do MST e discute ações de sem terra na Amazônia com Exército



O trabalho que pretende desenvolver como integrante efetivo da CPI mista que investiga o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), indicado pelo PTB, e suas propostas para conter o tráfico e a violência no país, serão apresentadas pelo deputado federal Ernandes Amorim, ao alto Comando do Exército da Amazônia, durante a viagem que se inicia nesta quinta-feira (28) na região.

A viagem é uma iniciativa do Exército Brasileiro – de quinta-feira até sábado – com o propósito de mostrar a um grupo de parlamentares convidados o trabalho desenvolvido na Amazônia e a realidade na área de fronteira. Nesse périplo, os parlamentares vão visitar o Comando Militar da Amazônia, em Manaus; as unidades militares subordinadas a 16 ª Brigada de Infantaria de Selva, em Tefé e Tabatinga, e o 4º Pelotão Especial de Fronteira de Estirão do Equador.

Apoiador da atuação do Exército na Amazônia, Amorim defende a maior presença nas áreas de fronteira, mais subsídios do orçamento para essa finalidade, até para coibir a atuação de narcotraficantes e grupos terroristas disfarçados de movimento social sem terra como a Liga Camponesa Pobre. “Já foi denunciado a prática de guerrilha e de terrorismo desse grupo com atuação em Rondônia. Vemos esse tipo de movimento crescer no país, com depredações do patrimônio público, invasões, assassinatos, como ocorridos em Pernambuco e em Rondônia, roubos, outras práticas criminosas de intimidações e mais recentemente o puro vandalismo com a derrubada de laranjais em terras produtivas no interior de São Paulo”, afirma o parlamentar.

Ele também quer aproveitar a viagem para além de tomar conhecimento do trabalho do Exército na Amazônia e em área de fronteira, discutir outro tema de grande preocupação no momento e, que em sua visão, afeta a sociedade e todas as instituições: mudanças na lei antidrogas.

Amorim defende uma concentração maior da força pública na repressão aos grandes traficantes, como também no combate ao tráfico de armas que vem sendo feito em áreas de fronteiras, já de conhecimento, inclusive, da Polícia Federal. “Não adianta ficar punindo os pequenos, e ampliando os gráficos estatísticos da superlotação de presídios do país. Essa prática se mostra inútil e dispendiosa ao Estado. Precisamos nos unir na repressão de outras formas, seguindo experiências que já deram certo lá fora. Pois aqui o país vem perdendo a guerra no combate e, por tabela, ajudado a aumentar a violência”, afirma. 

Fonte: Yodon Guedes

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