Sexta-feira, 31 de outubro de 2025 - 15h42

Com
o apoio da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), foi realizado nesta
sexta-feira (31) um debate temático sobre os embargos preventivos aplicados
pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) a propriedades rurais na região Norte. A discussão foi proposta pelo
presidente da subcomissão CRATERRAS, da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária
do Senado Federal, senador Jaime Bagattoli (PL), e aconteceu no auditório da
Casa de Leis.
O
evento contou com a presença do relator da subcomissão, senador Hamilton Mourão
(Republicanos/RS), do senador Zequinha Marinho (Podemos/PA), do deputado federal
Fernando Máximo (PL) e dos deputados estaduais Delegado Lucas (PP) e Dra.
Taíssa (Podemos).
Durante
a abertura, o senador Jaime Bagattoli destacou a gravidade da situação e
explicou os objetivos da subcomissão criada para tratar do tema. “Nós criamos
essa subcomissão para buscar soluções junto aos órgãos competentes e dialogar
com o Supremo Tribunal Federal sobre a ilegalidade de embargos feitos por
imagens de satélite. Muitos produtores só descobrem que suas áreas foram
embargadas quando tentam vender o gado, o café ou outros produtos, ficando
impedidos de comercializar e mantendo sua produção paralisada”, alertou.
Segundo
Bagattoli, a medida tem afetado diretamente a economia do estado e,
principalmente, os pequenos produtores. “Todos os municípios enfrentam
problemas, mas a situação é mais grave nas regiões da BR-429, no Vale do Jamari
e nos distritos de Porto Velho, como União Bandeirantes, onde cerca de 75% das
propriedades estão embargadas”, completou.
O
deputado estadual Lucas Torres reforçou que, embora o tema seja de competência
federal, a Assembleia tem papel essencial na representação dos interesses dos
rondonienses. “O Poder Legislativo estadual é o mais próximo da população.
Nosso dever é levar o clamor do campo e buscar soluções. A falta de segurança
jurídica e de regularização fundiária tem gerado instabilidade, impedindo
investimentos e afetando até a saúde das famílias que vivem da produção rural”,
afirmou.
A
deputada Dra. Taíssa também enfatizou os impactos dos embargos sobre os
pequenos produtores e a necessidade de um diálogo mais transparente entre o
governo federal e os estados da região Norte. “É uma situação caótica, que vem
comprometendo o sustento de centenas de famílias. Precisamos combater a
ilegalidade dos embargos coletivos e garantir que o produtor que age
corretamente não seja penalizado injustamente”, declarou.
O
debate integra uma série de diligências da subcomissão CRATERRAS, que tem
percorrido estados da Região Norte para ouvir produtores e autoridades locais
sobre os efeitos dos embargos e propor medidas que assegurem segurança jurídica
e o fortalecimento da economia rural.
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