Porto Velho (RO) sábado, 7 de dezembro de 2019
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Política - Nacional

Yeda reafirma compromisso de enfrentar déficit público estadual


Agência O GloboPORTO ALEGRE - Em seu discurso de posse no Rio Grande do Sul, a tucana Yeda Crusius - primeira governadora gaúcha - defendeu a valorização da política e reafirmou seu objetivo de enfrentar o déficit público estadual, estimado em R$ 2,3 bilhões. Seu desafio imediato será contornar a crise financeira do estado e o racha em sua base aliada. Yeda prometeu um "agir ético" em seu governo:- Assumiremos compromissos, isso é fazer o novo jeito de governar, não adiando-os. Queremos ter o pioneirismo no enfrentamento das dificuldades, que caracteriza o nosso Estado, atualmente com o quadro mais difícil de todos.A tucana usou forte dose de emoção e lembrou o fato de ser a primeira mulher a comandar o Executivo no estado. Durante o discurso, fez muitas alusões à palavra "novo", sem, no entanto, apresentar medidas de governo.- Serei a governadora de todos os gaúchos e de todas as gaúchas. Não será por falta de diálogo que deixaremos de resolver todos os problemas. Mas esse será um diálogo novo. Terá voz de mulher, sensibilidade de mulher, e isso é novo - afirmou.Yeda criticou, ainda, a "seqüência de escândalos, que fragilizaram os partidos" e a crise das instituções políticas.- Eles (os partidos) são frágeis porque tarda a reforma política. A rapidez e a intensidade do novo, por vezes, nos atropela. As instituições são mais lentas que a vida real. Pobre do povo, que não tem instituições fortes para fazer valer seus direitos.O discurso da governadora foi precedido pela fala do presidente da Casa, Luiz Fernando Záchia. Ele aproveitou a ocasião e pediu renúncia do cargo para assumir a secretaria da Casa Civil, uma das mais importantes do novo governo, e já falou como integrante deste governo.Pacote econômico proposto por Yeda é derrubadoA cerimônia de posse ocorreu sob o impacto da derrota do plano para reestruturação das finanças do estado proposto pela governadora e rejeitado pela Assembléia Legislativa na última sexta-feira. O conjunto de mediadas demonstrou sua determinação de enfrentar com mão de ferro o déficit público do estado, mas também deram a medida das resistências que enfrentará.O pacote incluía aumento de impostos, suspensão de incentivos e congelamento de salário do funcionalismo por dois anos. Também previa a prorrogação do tarifaço sobre telefonia, energia e combustíveis, que valeu durante 2006 e seria suspenso neste fim de ano. O arrocho provocou forte reação até de aliados da governadora eleita. Dois secretários indicados por Yeda - para as pastas de Planejamento e Justiça - desistiram de assumir os cargos. O vice-governador eleito, Paulo Afonso Feijó, também protestou.Com um programa de governo baseado na defesa de um "novo jeito de governar'' e de um "choque de gestão'' como medidas necessárias para organizar as finanças do estado, a economista de 62 anos venceu as eleições estaduais polarizadas pelo debate sobre os problemas de caixa e a crise da economia gaúcha.

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