Porto Velho (RO) domingo, 24 de março de 2019
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Política - Nacional

Voto nulo: 'Um direito político, mas que inspira cautela'


Hilda Badenes - Agência O GloboRIO - "Desiludidos com os rumos da política nacional, cada vez mais eleitores manifestam o desejo de deixar seu protesto nas urnas, este ano, anulando o voto. A cientista política Alessandra Aldé, do Iuperj, lembra, no entanto, que este é um movimento das classes mais informadas, restrito, portanto, a apenas uma parcela da sociedade.- É um movimento que surge entre as pessoas mais bem informadas, formadoras de opinião, que estão acompanhando o noticiário com mais atenção e estão se sentindo traídas e decepcionadas pela crise ética.Por este motivo, ela alerta para os efeitos que esta campanha pode ter nas eleições para o Congresso.- O que pode haver como fenômeno prático é que essas pessoas, que vão votar nulo e deixar de se empenhar em escolher candidato, podem fazer com que a gente tenha um Congresso pior ainda, eleito justamente pelas pessoas que não estão acompanhando o debate e não vão fazer uma avaliação crítica. Sem os votos dos eleitores mais informados, explica a cientista política, quem se beneficia são os candidatos adeptos do voto clientelista.- Pode acontecer que os deputados precisem de menos votos para se eleger e esses votos sejam justamente os dos menos informados, mais propensos ao voto clientelista, localizado, sem considerações de tipo ético, fator que está mobilizando o movimento pelo voto nulo.Aldé esclarece, no entanto, que o voto nulo é um direito político do cidadão e, acima de tudo, uma sinalização para a classe política de que o eleitor está insatisfeito.- É uma manifestação legítima, muitas vezes fruto de uma decepção. uma sinalização para a classe política que o cidadão está insatisfeito - explica.

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