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Política - Nacional

Vale cancela ajuda às comunidades indígenas que invadiram Carajás


Erica Ribeiro - Agência O Globo Segundo a Vale, os índios ameaçaram novas invasões. O diretor-executivo de assuntos corporativos da CVRD, Tito Martins, disse que a empresa não vai tolerar novas invasões como as que ocorreram no último dia 17 em Carajás. Segundo ele, a empresa está se tornando um objeto de chantagem entre os índios pelo fato de ser uma companhia que está crescendo. O executivo não descarta pedir ajuda policial. Segundo ele, o problema agora deixou de ser humanitário para se tornar um caso de polícia. - Estamos cumprindo nosso papel e não vamos tolerar essa chantagem e ter o direito tolhido por essa invasão - disse Martins. Segundo comunicado, A Vale deixou de exportar 650 mil toneladas de minério de ferro por conta das invasões, um prejuízo de cerca de US$ 10 milhões. Os índios pediam reajuste dos recursos mensais repassados pela Vale como reparação aos indígenas por suas atividades na região. As comunidades indígenas Xikrin do Cateté e do Djudjêkô ficam localizadas a 100 quilômetros da mina da Vale em Carajás. A reação da Vale vem dias depois da compra da segunda maior produtora de níquel do mundo, a Inco, que para ser concretizada passou por vários acordos com o governo canadense, inclusive compromissos com as comunidades indígenas daquele país. No último dia 19, a CVRD, por conta da invasão promovida pelos índios, solicitou a abertura de inquérito criminal para apuração de crimes contra o patrimônio, cárcere privado, invasão de estabelecimento industrial e formação de quadrilha. Em comunicado, a empresa reafirmou que nos últimos anos vem realizando importantes aportes de recursos para as comunidades indígenas, em contribuição ao trabalho dos órgãos públicos. "É importante destacar que é responsabilidade do Estado a garantia de recursos financeiros para atender às necessidades destas comunidades, atuando através da Funai e de outras entidades governamentais". A Vale informou ainda que vai denunciar o caso à Organização dos Estados Americanos (OEA). "É chegada a hora de o Estado definir e implementar políticas de apoio ao desenvolvimento sustentável das comunidades indígenas em todo o território brasileiro'', afirmou a Vale em nota, ressaltando que a responsabilidade é do governo e que não haverá negociação com as comunidades.

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