Porto Velho (RO) segunda-feira, 19 de novembro de 2018
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Política - Nacional

Uso de dossiê contra adversários é bandidagem, diz Lula


Luiza Damé, Agência O Globo ARACAJU - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou neste sábado a divulgação de dossiês contra candidatos no período eleitoral, dizendo que isso é um desserviço para a democracia. Lula afirmou que nunca concordou com a divulgação de dossiês contra adversários e que os aliados não contem com ele nesse tipo de bandidagem.Ao deixar a capital de Sergipe, onde fez comício na noite de sexta-feira, o presidente disse ainda que denúncias infundadas contra adversários para angariar dividendos eleitorais são abomináveis e levam a sociedade a ter nojo da política.- Eu fico imaginando se todas essas denúncias forem mentiras, quem é que vai dizer que é mentira, quem vai reparar o erro que aconteceu, depois das eleições. A história do Brasil tem exemplos de pessoas que foram acusadas de matar pessoas, perderam a eleição e depois ficou por isso mesmo. Então, quem quiser fazer bandidagem, por favor, não queira o Lula como parceiro, porque não aceito esse tipo de coisa - afirmou o presidente, acrescentando que o país vive um momento de afirmação não só no campo econômico, mas também no comportamento político das pessoas.O presidente disse desconhecer detalhes da prisão do petista Valdebran Padilha da Silva, pela Polícia Federal, sob a acusação de estar comprando um dossiê contra o tucano José Serra, candidato a governador de São Paulo. Lula lembrou que em períodos eleitorais é comum a oferta de dossiês contra os adversários. Segundo Lula, quando disputou a presidência em 1989, 1994 e 1998, apareceram dossiês contra seus adversários, mas ele se recusou a usar na campanha eleitoral. O presidente disse preferir vencer as eleições discutindo programa de governo.- Eu acho abominável as pessoas tentarem comprar notícias. Tem pessoa que ainda acha que pode ser melhor que o outro se tiver uma denúncia maior do que a que ele foi vítima. Eu acho isso uma coisa absurda na política brasileira, isso não ajuda o eleitorado a decidir no dia 1° de outubro. Pelo contrário, vai deixando a sociedade com nojo da política, vai deixando a sociedade afastada das pessoas - afirmou Lula, acrescentando que quem negociou dossiê vai "pagar o preço" por seu ato.O presidente pediu cautela na avaliação da operação da Polícia Federal, que prendeu também o empresário Luiz Antônio Vedoin, líder da máfia das ambulâncias:- Eu não conheço o teor do depoimento das pessoas. Essa coisa, quando se trata de investigação da Polícia Federal, eu acho que um pouco de cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém. Esperar o resultado para ver o que acontece. Lamentavelmente na política brasileira toda época de eleição aparece isso.O presidente disse ainda que não faria julgamento sobre denúncia de que a máfia dos sanguessugas teria atuado principalmente no período em que o tucano esteve à frente do Ministério da Justiça. Para Lula, por se tratar de período eleitoral, há muito sensacionalismo e as denúncias aparecem como se fossem vendavais.- Eu acho que, se saiu alguma coisa, o Serra tem experiência política, história política para explicar o que aconteceu. O que a gente não pode permitir é que isso seja razão de uma campanha política - afirmou Lula, acrescentando:- Acho que essas denúncias, faltando dias para as eleições, não ajudam. Você levanta a coisa e depois não acontece nada; no outro dia levanta outra, não acontece nada; levanta outra, não acontece nada, você vai dizer para o povo que política é isso. Eu acho que isso presta um desserviço aos amantes da democracia no Brasil. Lamentavelmente é assim a nossa política.Ao deixar o hotel em Aracaju, Lula foi abordado por uma vendedora de artesanato, mas se recusou a comprar um peça:- Candidato não pode comprar, meu amor. Sabe por quê? Porque se não vão dizer que estou comprando voto.

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