Porto Velho (RO) sexta-feira, 22 de junho de 2018
×
Gente de Opinião

Política - Nacional

Tarso Genro nega 'tática do medo' na campanha de Lula


Agência O GloboRIO - Em entrevista à Rádio CBN, o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, negou nesta quarta-feira o uso da "tática do medo" na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, ao abordar a questão das privatizações de estatais ao longo dos governos tucanos. Segundo ele, a questão só pode ser encarada desta maneira se Alckmin reconhecer que o processo de privatização "fez mal" ao Brasil. Ainda na entrevista, o ministro voltou a defender uma investigação profunda do escândalo da compra de dossiê contra tucanos e afirmou que "doa a quem doer" os responsáveis deverão ser punidos. Nesta quarta-feira, líderes de oposição vão à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pedir que as investigações sobre o caso sejam intensificadas.- A questão do dossiê tem que ser investigada e as pessoas têm que ser punidas. Tem que ver se não foi situação provocada que estimulou pessoas com tendência a cometer ilegalidades, que cometeram. Doa a quem doer, as pessoas devem pagar.- Sempre que se usa essa tática do medo está se apontando um mal. Portanto, se ameaça com o mal. O que está se discutindo é se vai haver ou não o processo de privatização, que o próprio candidato Alckmin diz que é um bem, como está hoje nos jornais. O que se discute com a privatização é uma questão de natureza programática, onde as pessoas têm antecedentes a respeito disso. Então, cabe a ele defender as privatizações que fez e dizer que não vai fazer mais, se é que elas já estão completas. Coisa que parece que o presidente Fernando Henrique não concorda - alfinetou o ministro.Tarso rebateu ainda a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que questionou também em entrevista à rádio CBN, por que o governo Lula não realizou a reestatização das empresas, já que as privatizações foram tão ruins. Segundo Tarso, "esta é uma resposta inadequada do ponto de vista político e que não discute a questão essencial".- Iria forçar a barra em algumas questões que deram certo, como a questão da telefonia. Por exemplo, a questão da Vale do Rio Doce foi privatizada por 2 bilhões e pouco, logo em seguida estava dando lucro de 4 bilhões. Seria possível reestatizar a Vale por 2 bilhões e pouco? Se fosse possível desprivatizá-la pelo preço que foi vendida, poderia ser até pensado. Mas por que desprivatizar por um preço arbitrário se o Estado tem tantas despesas a fazer que são prioritárias, e a Vale está funcionando - explicou.O ministro também negou que o presidente Lula utilize as estatais para fins políticos, conforme afirmou FH na véspera.- Toda estatal desenvolve políticas do governo, políticas públicas. Se são corretas e apoiadas pela população, que é isso que ele está dizendo, e evidentemente isso tem um resultado de satisfação da sociedade que repercute no processo eleitoral. É uma questão que tem que ser discutida. Agora, utilizar estatais para fins políticos partidários, eu não vejo nenhum indício, nenhuma comprovação e sequer ameaça de alguém ter feito isso, pelo menos no último período do governo do presidente Lula.Durante a entrevista, Tarso Genro comemorou ainda a ampla vantagem do presidente Lula na pesquisa Datafolha, divulgada na noite desta terça-feira. Segundo ele, o governo conseguiu provar para o povo que o país vive um processo de "corrupção sistêmica", que está sendo combatido e não é exclusivo da gestão petista. - Ao longo do primeiro turno, principalmente, fomos alvos de uma conjunto de ataques e um cerco midiático, inclusive, que nos colocou numa grande defensiva. Neste segundo turno, estamos mostrando que no Brasil existe um processo de corrupção sistêmica, que acompanhou a história do Estado brasileiro, inclusive atravessou vários governos. No atual governo, que também tem problemas nessa área, herdou uma situação, que está sendo combatida de maneira aguda. A população está compreendendo que a corrupção está aparecendo não somente porque tem pessoas do PT envolvida, que foram alvos de investigação, mas, sobretudo, porque o Estado brasileiro investiga.

Mais Sobre Política - Nacional

Morre aos 91 anos o ex-governador da Bahia Waldir Pires

Morre aos 91 anos o ex-governador da Bahia Waldir Pires

Vítima de uma parada cardiorrespiratória, o ex-governador da Bahia, Waldir Pires, morreu na manhã desta sexta-feira (22), por volta das 10h, no Hospit

Reunião na madrugada entre Temer, Aécio e Maia

Reunião na madrugada entre Temer, Aécio e Maia

Em encontro fora da agenda na noite/madrugada desta quinta, Michel Temer recebeu de forma quase clandestina Aécio Neves (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM) na

Amigos de balada da faculdade são empregados por assessor de Bruno Covas

Amigos de balada da faculdade são empregados por assessor de Bruno Covas

 247 – Secretário-executivo de Bruno Covas, Gustavo Garcia Pires empregou um amigo de ‘balada’ e cinco colegas de turma de faculdade na prefeitura de

Bancos terão expediente hoje na parte da tarde

Bancos terão expediente hoje na parte da tarde

Horário foi alterado por causa do jogo da seleção às 9h